Like & Dislike: Render-se à evidência e transparência

O PS começou a ficar politicamente encurralado, numa posição incómoda de ter de defender o indefensável.

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Os socialistas estavam a ficar isolados. Da direita à esquerda, quase todos estavam de acordo que António Domingues e os restantes administradores da Caixa Geral de Depósitos (CGD) deveriam entregar as suas declarações de património junto do Tribunal Constitucional.

PCP, Bloco, PSD e CDS-PP entregaram ou prometeram entregar no Parlamento propostas de lei para tentar contrariar os efeitos da decisão do Governo que isentou os gestores da CGD do Estatuto dos Gestores Públicos.

O PS começou a ficar politicamente encurralado, numa posição incómoda de ter de defender o indefensável. Aqui e ali começaram a surgir vozes inconformadas com a apatia e as cedências que o Governo fez a António Domingues.

Carlos César, líder da bancada Parlamentar, foi dos primeiros, já na semana passada, a dizer que os “gestores da CGD têm de entregar as declarações de rendimentos no TC”. Hoje, de forma oficial, a bancada parlamentar veio tomar uma posição clara: “Entende o Grupo Parlamentar do PS que os administradores da CGD devem apresentar as suas declarações no Tribunal Constitucional, a quem compete a melhor decisão, não se justificando neste contexto a apresentação de qualquer iniciativa legislativa adicional”.

É verdade que esta tomada de posição do PS tornou-se mais fácil e mais cómoda depois da notícia de que o TC poderia eventualmente guardar segredo das declarações de património dos gestores da CGD, o que a acontecer seria uma espécie de cortar o nó górdio que resolveria as inquietações quer dos administradores da CGD, quer as do Governo. Mesmo assim a posição da bancada merece um Like.

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