Trump ou Clinton? Três ferramentas para decidir quem apoiar

  • Juliana Nogueira Santos
  • 5 Novembro 2016

Tem sido difícil para si acompanhar tudo o que está a acontecer nas eleições norte-americanas? Nós percebemos. Queremos ajudar: veja estas três ferramentas.

As eleições americanas são, desde raiz, difíceis de perceber: o facto de haver estados que têm mais poder de decisão que outros, de os eleitores não votarem no candidato, mas sim num colégio eleitoral, o sistema bipartidário que corta oportunidades tanto aos candidatos como aos eleitores, entre tantas outras características…

No entanto, estamos a dias de uma das decisões mais importantes nos EUA. Apenas um dos quatro candidatos pode ser o próximo presidente da maior economia do mundo e ocupar uma das posições mais prestigiantes — e difíceis — de todas. Sabemos que ainda tem muitas dúvidas e preocupações, portanto deixamos-lhe aqui algumas ferramentas para essas se dissipem a tempo.

Qual deles propõe o que eu defendo?

É verdade que não vai votar, mas a escolha de um candidato favorito não tem de ser só feita por aqueles que vão às urnas na terça-feira. Se ainda não sabe bem quais as medidas defendidas por cada um dos candidatos, ou se existem algumas que ficaram confusas, o Project Vote Smart ajuda-o. Composto por duas plataformas, a VoteEasy e a Political Galaxy, o projeto fez a filtragem das tomadas de posição dos políticos americanos e agregou-as de duas formas.

Página inicial da plataforma VoteEasy.
Página inicial da plataforma VoteEasy.

Na plataforma VoteEasy são apresentados os diversos temas que estão em questão nesta eleição, desde o aborto à segurança social, passando pelas armas e pela imigração. Cada um é composto por uma pergunta chave e por uma escala de importância. À medida que vai respondendo às questões, a plataforma vai calculando a percentagem de aproximação a cada candidato — e aproximando literalmente os candidatos com animações.

Se não quiser responder a todas as perguntas, basta carregar num candidato e tem acesso a todas as posições assumidas, bem como as dos seus vice-presidentes. É também apresentado o nível de “coragem” de cada candidato, medido pela quantidade de questões fraturantes respondidas por ele.

Página inicial da plataforma Political Galaxy.
Página inicial da plataforma Political Galaxy.

Na Political Galaxy estão disponíveis, por político — incluindo senadores, membros do congresso, etc. — e por tema, todos os votos no congresso, posições assumidas, discursos, apoios e financiamentos. Vale a pena explorar.

E dados interativos atualizados? Veja estes

O portal FiveThirtyEight, propriedade da ESPN, lançou um projeto dedicado às previsões para esta eleição. Através da utilização de três modelos, previsão a partir de sondagens, previsão a partir de sondagem e fatores externos, como a economia e os dados históricos, e previsão se fosse hoje a eleição, apresenta-nos diversas infografias interativas.

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Mapa da previsão a partir das sondagens do portal FiveThirtyEight.

Este mostra-nos não só a probabilidade de vencer, tanto a nível nacional como em cada um dos estados, e a quantidade de votos para o colégio eleitoral, mas também as diferenças nos números ao longo da campanha, a especificação por estado e a previsão de acontecimento dos mais diversos cenários — dos mais prováveis ao mais bizarros.

Não tenho tempo para andar sempre a ver isto!

Tem Facebook? O New York Times lançou um bot dedicado a estas eleições que cada manhã lhe envia as sondagens mais fresquinhas e no final do dia um resumo do que aconteceu e das implicações que isso trará para a campanha. Este último é redigido por Nick Confessore, repórter da secção de política. Para começar a receber é só aceder ao site e iniciar sessão com o Facebook Messenger. Além disto, pode contactar o bot a qualquer hora do dia para ter acesso às notícias e dados mais recentes.

Exemplo de uma mensagem matutina do bot do NYT.
Exemplo de uma mensagem matutina do bot do NYT.

Não tem Facebook mas é um Twitter Addicted? O The Economist também tem um bot nas Direct Messages da rede dos 140 carateres que, embora não seja exclusivamente dedicado às eleições, lhe envia as notícias mais recentes. Este não é automático e é muito mais lento do que o do New York Times, mas estabelece-se como uma boa ferramenta a utilizar para além do dia 8. Para subscrever é só clicar aqui.

Exemplo de uma notícia dada pelo bot do The Economist e todas as opções disponíveis.

 

 

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