Corridas com drones? Vai ser o desporto do futuro

A Amazon usa-os para fazer entregas, há quem os use para tirar fotografias ou fazer filmes em altitude e até são usados em situação de guerra. Há quem os use para fazer corridas.

“Começou na Austrália mas já está a chegar a todo o mundo”. A frase é do fundador da Drone Racing League num painel do Web Summit sobre drones. Os aparelhos voadores vão ser os protagonistas do desporto do século XXI.

Os drones são uma das tecnologias que mais tem crescido nos últimos anos. Têm várias aplicações: a Amazon usa-os para fazer entregas, há quem os use para tirar fotografias ou fazer filmes em altitude e até são usados em situação de guerra.

No entanto, há uma tendência mais forte que pode colonizar o mundo do desporto: as corridas de drones. Nicholas Horbaczewski, o presidente da Drone Racing League, esteve no palco Sports Trade para explicar como é que esta tendência se vai tornar realidade nos próximos tempos.

A tecnologia está, efetivamente, no centro destas corridas: “Os drones vão a uma grande velocidade por isso foi necessário colocar câmaras capazes de captar essa velocidade. É preciso um espaço grande”, explica o fundador da Drone Racing League. “Há várias dificuldades na implementação a tecnologia”, admite.

Contudo, Horbaczewski não tem dúvidas de que a corridas dos drones fará parte de um futuro muito próximo. “Podem existir várias ligas, mas daqui a uns anos alguém vai ganhar”, defende. O foco da Drone Racing League será nos pilotos e não no melhor drone. “Queríamos focar na técnica do piloto e não na qualidade da tecnologia dos drones. É preciso uma temporada inteira para apurar um vencedor”, refere.

Quem acredita nesta premissa é Matt Higins da RSE Ventures. Matt Higins foi um dos primeiros investidores desta liga. “Quando conheci o Nicholas fui de duvidar a acreditar”, afirma. Para o investidor é certo que a indústria vai consolidar nos próximos anos e tornar-se entretenimento massificado. A profecia do fundador da liga de drones é semelhante: as corridas de aparelhos voadores vão-se tornar mainstream, tal como outros desportos.

Este não é um desporto para todos. As corridas são interiores, para evitar alguma regulamentação, mas os pilotos têm um passado noutros jogos ou em atividades exigentes ao nível da capacidade motora. “Há mãos a tremer, é uma experiência intensa. O público também pode ter óculos para ver os seus pilotos preferidos”, explica Nicholas Horbaczewski. “Nem toda a gente consegue lidar com os nervos. Estamos à procura de pessoas que consigam lidar com elevados níveis de pressão”, remata.

Editado por Mónica Silvares

 

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