As três apostas do Facebook para os próximos dez anos

Mike Schroepfer, CTO do Facebook, abriu o primeiro dia de conferência e falou em três prioridades da empresa para a próxima década.

Mike Schroepfer, CTO do Facebook, veio a Lisboa falar de futuro. “Estão preparados? Vamos a isso”, desafiou em pleno palco principal do dia 1 de Web Summit. O responsável pela área tecnológica do Facebook partilhou a visão a dez anos de uma das empresas mais poderosas do mundo. “São estes os maiores problemas que estamos a tentar resolver para o futuro”, sublinhou.

“Este é o futuro: a possibilidade de conectar com as pessoas com quem nos preocupamos mesmo que estejam a milhares de quilómetros. É por isso que estou tão entusiasmado com o futuro”.

Mike Schroepfer

CTO Facebook

  1. Conectar mil milhões de pessoas que não têm internet. “Existem 1,4 mil milhões de pessoas no mundo sem acesso à internet e o que queremos é que elas se juntem a esta conversa”, disse Mike Schroepfer. Para o CTO do Facebook, com acesso à internet qualquer pessoa pode ser um broadcaster de vídeos em HD. “A conectividade acontece tão rápido para todas as pessoas do mundo. É preciso trazer as vozes de quem não tem para a conversa entre todos”, garante. Projetos como o Open compute project ou o Telecom infra project são alguns dos exemplos a assinalar neste processo.
  2. Inteligência artificial. O Facebook tem trabalhado nos últimos anos em projetos também ligados à inteligência artificial. Todos os dias, o mundo partilha dois milhões de fotografias via Facebook, Mike diz que esse número revela uma “revolução na computação e nos computadores, que agora permite até a uma pessoa que não veja possa participar na partilha e consiga comunicar através do Facebook, graças ao poder da inteligência artificial”.
  3. Realidade virtual. Em apenas 30 segundos, estamos e deixamos de estar. “Este sentimento de presença” é a principal característica da realidade virtual, outra das apostas do Facebook para os próximos dez anos. “Num instante estamos no topo de um edifício prestes a cair, ou numa casa de uma família num país distante”, acrescenta. O desafio, neste caso, é outro: “Como podemos trazer a realidade virtual para o mundo? Como podemos tornar esta tecnologia mais barata e disponível para todos?”, questiona. Para isso, o Facebook tem desenvolvido projetos como o Oculus rift, o gearVR e o Standalone. “É com este tipo de tecnologia que acreditamos que pode trazer a realidade virtual às massas”, explicou, perante uma plateia de cerca de 9.000 pessoas, segundo números da organização.

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António Costa

Publisher do ECO

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