OPEP sobe estimativas de procura de petróleo

Cartel antecipa que o petróleo mais barato vai fazer crescer o consumo durante o próximo ano e década, mesmo que num ambiente de crescimento económico mais lento.

A OPEP reviu em alta as suas previsões para a evolução da procura de petróleo, durante o próximo ano e esta década, antecipando que a baixa cotação da matéria-prima venha a estimular o consumo mesmo num ambiente de abrandamento do crescimento.

A expectativa é que a procura venha a atingir 95,3 milhões de barris diários, em 2017, segundo revela o relatório anual “World Oil Outlook” do cartel revelado esta terça-feira. Este valor representa um aumento de 300 mil barris diários face à estimativa avançada no relatório do ano passado. A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) também elevou o outlook para o uso de “ouro negro” em 2018, 2019 e 2020, períodos em que vê a procura a alcançar um valor diário de 98,3 milhões de barris, ou 900 mil barris acima da anterior previsão avançada em 2015.

O cartel baixou ainda, em 20 dólares, as suas estimativas para o preço do barril de petróleo, para cada um dos anos compreendidos entre 2016 e 2020. O grupo assume que as cotações do petróleo vão atingir uma média de 40 dólares em 2016, e subiu em cinco dólares por barril, a sua estimativa de preços para os anos seguintes até 2020. Estes valores compara com uma média de 44 dólares registada pela cotação do “ouro negro”, este ano.

"A revisão em alta de estimativas de procura, é o resultado do pressuposto de um preço de petróleo mais baixo no médio prazo, o que é esperado que venha a ter uma influência mais forte do que os pressupostos de um crescimento económico mais fraco no médio prazo e as esperadas políticas de eficiência energética.”

OPEP

A revisão em alta de estimativas de procura, segundo diz o relatório da OPEP, “é o resultado do pressuposto de um preço de petróleo mais baixo no médio prazo, o que é esperado que venha a ter uma influência mais forte do que os pressupostos de um crescimento económico mais fraco no médio prazo e as esperadas políticas de eficiência energética”. A OPEP antecipa que o crescimento económico global se situe numa média anual de 3,4%, no período entre 2015 e 2021, um valor que compara com a anterior previsão da organização que era de 3,6%, em termos anuais, para o período entre 2014 e 2020, segundo avançava o relatório do ao passado. Uma quebra que será suportada pelo abrandamento da China e da América latina, de acordo com o relatório do cartel.

Este relatório surge num período que está a ser marcado pela negociação entre os 14 países membros da OPEP e outros países produtores, incluindo a Rússia, de um acordo inicial alcançado em setembro, que visa limitar o teto conjunto de produção de petróleo, num esforço que visa suportar os preços.

A cotação do petróleo segue pouco alterada nos dois lados do Atlântico. A cotação do barril de brent londrino valoriza 0,17%, para os 46,23 dólares, enquanto o barril de crude transacionado em Nova Iorque recua 0,11%, para os 44,84 dólares.

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