António Mexia aproveita queda para reforçar na EDP

  • Rita Atalaia
  • 15 Novembro 2016

O CEO e administrador Rui Teixeira reforçaram a sua posição na EDP no dia em que a energética afundou. O objetivo foi transmitir calma ao mercado, mas o resultado foi negativo para as suas carteiras.

António Mexia e Rui Teixeira aproveitaram a queda das ações para reforçarem as suas posições no capital da EDP. A compra de títulos serviu para acalmar os mercados, mas foi negativa para as suas carteiras. O CEO e o administrador da casa-mãe da EDP Renováveis estão a perder dinheiro.

Num comunicado enviado ao regulador, a EDP revelou que António Mexia comprou 10 mil ações no dia em que a energética que lidera caiu quase 5%, a 10 de novembro. Rui Teixeira, um dos membros do conselho de administração, também adquiriu mil títulos.

O objetivo seria acalmar os mercados, uma vez que a incerteza em torno da vitória de Donald Trump nas eleições e a exposição das energéticas portuguesas ao mercado norte-americano pressionaram a EDP e a EDP Renováveis. E o objetivo foi cumprido. A EDP está a subir quase 2% e a subsidiária a valorizar 0,8%, depois de terem caído 4,7% e 5,8%, respetivamente, no dia em que António Mexia e Rui Teixeira compraram os títulos.

EDP valoriza quase 2%

Fonte: Bloomberg (Valores em euros)
Fonte: Bloomberg (Valores em euros)

Mas a compra dos títulos está a ser negativa para as suas carteiras. O CEO comprou os títulos a um preço de 2,789 euros, mas as ações valem hoje 2,69 euros. Por isso, estamos a falar de uma perda potencial de 990 euros para António Mexia. Já o administrador Rui Teixeira comprou a um preço de 2,709 euros por ação. Portanto, perde quase 200 euros.

A EDP foi arrastada pela subsidiária EDP Renováveis nos dias que se seguiram à vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais dos EUA. Em dois dias, as duas empresas perderam quase 1,5 mil milhões de euros de valor em bolsa. Um analista do setor explicou ao ECO que a reação foi “exagerada” e motivada pela exposição das empresas ao mercado norte-americano.

Os EUA têm um grande peso na energia eólica da EDP Renováveis. Mas, segundo o especialista, os projetos da empresa de energia renovável não estão em causa nem vão ficar. A empresa liderada por Manso Neto tem vários contratos assinados com empresas privadas para produzir 1.000 megawatts durante 10 ou 20 anos. “Por isso, isto não depende do Governo”, esclarece o especialista.

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