AG do BPI suspensa a pedido do CaixaBank. Nova reunião a 13 de dezembro

O CaixaBank fez o pedido de suspensão da assembleia geral porque o BCE ainda não considerou que operação de venda de parte do BFA reduz os grandes riscos de Angola.

A assembleia geral de acionistas do BPI marcada para esta quarta-feira à tarde, no Porto, para aprovar a venda de 2% do BFA à Unitel, foi suspensa.

O CaixaBank, o maior acionista do banco, foi quem propôs a suspensão. A razão, segundo os catalães, é ainda não terem a garantia de que a venda dos 2% do capital do BFA, e consequente redução da posição do BPI para os 49%, seja considerada suficiente para que o Banco Central Europeu (BCE) classifique a operação passível de reduzir a exposição do banco aos grandes riscos de Angola.

“O CaixaBank, consciente da importância da venda de 2% do BFA para o futuro do BPI e dos seus acionistas, propôs o adiamento da Assembleia do BPI prevista para hoje. Trata-se simplesmente de esperar mais alguns dias para ver se é possível ter a confirmação por parte do BCE sobre se a venda de 2% do BFA é suficiente para solucionar o excesso de concentração de riscos do BPI em Angola”, adianta o CaixaBank em comunicado enviado às redações.

Ainda segundo o banco catalão: “Não vai existir nenhum atraso, de acordo com o previsto no contrato assinado entre o BPI e a Unitel no passado dia 7 de outubro: esse contrato estabelece que a assembleia geral do BPI que vote esta operação deve realizar-se antes de 15 de dezembro e o CaixaBank propôs que a nova assembleia geral se realize a 13/12/16. O CaixaBank ainda não decidiu o sentido do seu voto e espera tomar a sua decisão definitiva para a assembleia que se realizará a 13/12/2016”.

A venda de 2% do BFA, por 28 milhões de euros, foi uma proposta foi feita em setembro pela administração do BPI à Unitel, considerando a gestão que era a única solução para o BPI cumprir com as exigências do BCE que obrigam à redução da exposição a Angola.

Com esta venda, caso se venha a concretizar, o BPI perde o controlo da instituição angolana, que passará a ser dominada por Isabel dos Santos, acionista do BPI através da Santoro, e que também controla a Unitel.

À CMVM, em comunicado, o banco confirma a suspensão: “No seguimento de proposta nesse sentido apresentada pelo representante do acionista CaixaBank, a assembleia geral aprovou por 65,68% dos votos expressos a suspensão dos seus trabalhos e a continuação dos mesmos para o próximo dia 13 de Dezembro de 2016, às 14h30”.

A segunda assembleia geral do BPI, também agendada para hoje para cooptar os novos administradores, não foi suspensa, tendo sido aprovada a cooptação dos dois novos administradores: Gonzalo Gortázar Rotaeche e Pablo Forero Calderon.

Entretanto, o banco já veio cancelar uma conferência de imprensa que estava marcada para o final a reunião dos acionistas.

 

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