Carlos César responde a Montenegro: “O que o PSD quer é que isto corra mal”

  • Margarida Peixoto
  • 24 Novembro 2016

Carlos César respondeu às declarações de Montenegro sobre a Caixa defendendo que estas são formas de fragilizar o banco e promover a sua privatização. E disse o que foi Domingues fazer a Bruxelas.

Carlos César responde a Montenegro: “O que o PSD quer é que isto corra mal”, disse o líder da bancada parlamentar do PS. O socialista acusou os social-democratas de quererem apenas promover a polémica em torno da Caixa para fragilizar o banco e atirá-lo para uma privatização. E explica o que foi Domingues fazer a Bruxelas: garantir que a recapitalização com capitais públicos era possível.

“O PSD não quer saber das remunerações dos administradores da CGD, se entregam ou não entregam declarações, se há ou não conflito de interesses. O que o PSD quer, todos já compreendemos, é que isto corra mal. E, por isso, o que importa é fazer barulho sobre todas as coisas e que, correndo mal, se proceda à privatização desta instituição bancária”, defendeu Carlos César, respondendo assim à exigência feita por Luís Montenegro, líder da bancada parlamentar do PSD, horas antes, de que António Costa se explique e “tire daí consequências.”

Carlos César defendeu que a ida de António Domingues, ainda antes de ser nomeado presidente da Caixa e quando era ainda quadro do BPI, a Bruxelas, para ter reuniões com a Comissão Europeia sobre o processo de recapitalização do banco público já “era conhecida” e que “foi até objeto de discussão em debates e comissões parlamentares”. César defende que “era necessário que esses contactos tivessem ocorrido” e garante que Domingues “não teve acesso a informação privilegiada”. O líder parlamentar do PS assegurou que a ida de Domingues a estas reuniões visou a “constatação de que o processo de recapitalização e reestruturação da Caixa era possível com capital público e que não seria considerado ajuda de Estado”. E frisou: “Essa foi a sua diligência.”

CDS pede explicações ao Banco de Portugal

Minutos depois, João Almeida, deputado do CDS, acrescentou mais um pedido à lista de explicações exigida pela oposição: é preciso que o Banco de Portugal também se explique.

“O Banco de Portugal tem de dizer se conhecia [que Domingues participou nas reuniões sobre a Caixa em Bruxelas quando ainda era quadro do BPI] e, se conhecia, como é que compatibiliza estes factos com os regulamentos para as instituições financeiras”, defendeu o deputado.

"Há factos suficientemente graves para serem apurados. Não pode nenhum partido demitir-se das suas responsabilidades quando estão em causa conflitos de interesses.”

João Almeida

Deputado do CDS

João Almeida lamenta que a polémica “impeça o país de discutir o que é essencial”, e frisa que isso “só interessa ao Governo”, notando que ainda não foi discutida a opção de adiar a injeção de capitais públicos na Caixa para 2017.

Contudo, argumenta, “há factos suficientemente graves para serem apurados. Não pode nenhum partido demitir-se das suas responsabilidades quando estão em causa conflitos de interesses”.

Sobre as consequências que devem ser tiradas, João Almeida defendeu que o CDS não se vai “precipitar” e que primeiro a questão tem de ser discutida “a fundo”.

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