Amado, Macedo e Tavares. Os candidatos à CGD?

António Domingues demitiu-se. A renúncia só produzirá efeitos no final do mês de dezembro, mas já esta semana serão apresentados nomes para o suceder. Saiba quem pode estar na calha.

António Domingues apresentou a demissão. Vai abandonar as funções no final do ano, mas bem antes disso o Governo vai apresentar o plano B para comandar a Caixa Geral de Depósitos (CGD). E vários têm sido os nomes apontados para substituir Domingues no comando do banco estatal. Paulo Macedo é um dos três.

Muito brevemente, será designada, para apreciação por parte do Single Supervisory Mechanism, uma personalidade para o exercício de funções como Presidente do CA da CGD, que dê continuidade aos planos de negócios e de recapitalização já aprovados”, diz o comunicado do Ministério das Finanças. Essa personalidade pode ser conhecida já esta semana.

Paulo Macedo apresenta-se como um dos principais candidatos. O nome do ex-ministro e antigo vice-presidente do Banco Comercial Português (BCP) foi um dos nomes apontado como solução alternativa a Domingues caso este viesse a sair da liderança da CGD por não entregar a declaração de rendimentos, como agora se confirmou.

"Muito brevemente, será designada, para apreciação por parte do Single Supervisory Mechanism, uma personalidade para o exercício de funções como Presidente do CA da CGD, que dê continuidade aos planos de negócios e de recapitalização já aprovados.”

Ministério das Finanças

Macedo tem experiência acumulada de vários anos no BCP. E é um nome que recolhe grande aceitação junto do Governo, embora o Executivo tivesse outros planos para o ex-governante. O Público notou recentemente que António Costa preferia que Paulo Macedo fosse um dos próximos vice-governadores do Banco de Portugal. Mas sem Domingues, pode ser a aposta para a CGD.

Além de Macedo, outro nome do BCP foi apontado para o banco do Estado. Nuno Amado, o presidente executivo do maior banco privado português foi outro dos nomes apontados à CGD. Amado defendeu recentemente a existência de um banco público, voltando atrás na visão que tinha no passado. “No enquadramento que hoje temos, acho que devemos manter um banco público. Não era este o meu entendimento, mas agora é”, disse.

Outro nome apontado à CGD foi o de Carlos Tavares. Tanto Macedo como Tavares foram dois nomes que estiveram a circular nos corredores políticos e da banca como eventuais sucessores de Domingues. Contudo, à data em que foram apontados, fonte próxima de Tavares disse à SIC que o futuro ex-presidente da CMVM não foi contactado por ninguém para ir para a CGD.

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