Sondagem: Portugueses preferem Rio a Passos no PSD

  • Leonor Rodrigues
  • 28 Novembro 2016

De acordo com a sondagem do CESOP, a maioria dos inquiridos afirma que o maior partido da oposição só teria a ganhar com a substituição de Pedro Passos Coelho por Rui Rio na liderança do PSD.

Para a maioria das pessoas, Rui Rio seria uma alternativa positiva à liderança do PSD. De acordo com um estudo do Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (CESOP) da Universidade Católica, o maior partido da oposição só teria a ganhar com a substituição de Pedro Passos Coelho pelo ex-autarca do Porto.

Para 42% dos inquiridos neste estudo, o PSD ficaria melhor ou muito melhor se Rui Rio fosse secretário-geral ao invés do anterior primeiro-ministro. Esta percentagem, de acordo com o Diário de Notícias, pode ser entendida como um alerta para avaliar o desgaste da imagem de Passos Coelho, depois de quatro anos no papel de primeiro-ministro de Portugal e numa altura difícil para o país, consequência do pedido de resgate económico por parte de José Sócrates, em 2011.

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Fonte: CESOP

Essa avaliação pode mesmo vir a ser feita no próximo ano. 2017 é ano de eleições autárquicas e é normalmente nessa altura que os partidos fazem um balanço da sua atuação até ao momento. Neste sentido, 52% dos inquiridos no estudo afirmam que as próximas eleições autárquicas podem vir a ser prejudiciais para o PSD, mais do que para a estabilidade do Governo liderado por António Costa (20%).

Quanto à situação económica e social dos portugueses em 2016, 55% considera que está melhor do que no ano anterior, sendo que apenas 10% consideram que a situação se degradou. O otimismo faz-se sentir também nas expectativas dos portugueses para o próximo ano: 44% pensa que 2017 será ainda melhor do que 2016.

Rui Rio já admitiu uma possível candidatura à liderança do PSD e as reações não se fizeram esperar: Carlos Carreiras, presidente da Câmara Municipal de Cascais e coordenador autárquico do PSD, afirmou que o foco do partido são as eleições autárquicas e que, se Rio “quer tanto ser candidato, que seja às autárquicas”.

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