João Oliveira: “Este aumento de pensões tem a marca decisiva do PCP”

  • Margarida Peixoto
  • 29 Novembro 2016

João Oliveira, deputado do PCP, fez questão de frisar as "marcas decisivas" do PCP no Orçamento do Estado para 2017, que mostram que o documento tem avanços que não podem ser "esquecidos".

“Não deixaremos que neste Orçamento seja esquecido, diminuído ou desvalorizado o que contém de positivo”, frisou João Oliveira, deputado comunista, esta terça-feira, no seu discurso de encerramento do debate do Orçamento do Estado para 2017. O deputado do PCP criticou a direita por não querer discutir o Orçamento e, apesar dos “condicionamentos”, reconheceu que na discussão na especialidade o trabalho feito permitiu “dar passos” no sentido desejado pelos comunistas.

“Não ignoramos os condicionamentos e constrangimentos que continuam a limitar a nossa soberania e a resposta aos problemas estruturais do país”, frisou o comunista. Mas “não desvalorizamos a importância dos passos que são dados”, acrescentou.

E depois de acusar a direita de procurar “refúgio na questão da Caixa Geral de Depósitos”, usando o banco público como forma de se escapar à discussão do Orçamento e porque “nunca desistiram do seu objetivo de fundo de forçar a privatização” do banco, fez questão de sublinhar a “marca” do PCP no documento aprovado hoje.

“Este aumento de pensões tem a marca decisiva do PCP”, frisou João Oliveira. O deputado lembrou ainda que o aumento do subsídio de refeição para os funcionários públicos também contou com o contributo dos comunistas, bem como o combate à precariedade e um conjunto de medidas de apoio às micro, pequenas e médias empresas. O PCP já tinha, aliás, distribuído pela bancada dos jornalistas um documento com as 55 matérias aprovadas no Orçamento do Estado que contaram com propostas ou contributos dos comunistas.

No final, João Oliveira rematou com os desafios futuros: “a batalha do aumento dos salários, incluindo o salário mínimo.”

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