BCE recusa dar mais tempo ao Monte dei Paschi

  • Margarida Peixoto
  • 9 Dezembro 2016

A supervisão do BCE recusou dar mais tempo ao italiano Monte dei Paschi para se recapitalizar. A rejeição do pedido apresentado pela Itália está a ser avançada pela Reuters e Bloomberg.

O braço de supervisão do Banco Central Europeu recusou dar mais tempo ao Monte dei Paschi para concluir o seu processo de recapitalização, noticiam a Reuters e a Bloomberg. A rejeição abre a porta a um resgate do terceiro maior banco de Itália já este fim de semana, avança uma fonte próxima do processo, à Reuters. Ambas as agências avisam para o risco de perdas para acionistas e obrigacionistas.

A gestão do Monte dei Paschi tinha pedido um alargamento do prazo para completar a recapitalização, na ordem dos cinco mil milhões de euros, até 20 de janeiro (em vez de terminar já no final do ano) “devido a alterações no contexto de referência”, conforme frisou o comunicado do banco, na quarta-feira.

Com a instabilidade política em Itália, decorrente da vitória do ‘Não’ no referendo às alterações constitucionais e a consequente demissão de Matteo Renzi, o banco terá maiores dificuldades para implementar o seu plano tripartido para o aumento de capital. A Reuters adianta, aliás, que os acionistas estarão já prontos para culpar o BCE de eventuais perdas que resultem para acionistas e obrigacionistas, na sequência de um resgate. É que as novas regras europeias para resgatar os bancos impõem perdas para alguns tipos de obrigacionistas.

Na sequência da decisão do Mecanismo Único de Supervisão, do BCE, os principais banqueiros envolvidos no processo do Monte dei Paschi — incluindo JP Morgan, Mediobanca e o presidente executivo do banco, Marco Morelli — têm um encontro marcado com o Tesouro italiano para afinar os últimos detalhes do resgate estatal, adianta ainda a Reuters.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

BCE recusa dar mais tempo ao Monte dei Paschi

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião