Imposto de Rio alerta para os juros e o défice

Luís Marques Mendes diz que a ideia de Rui Rui de criar um imposto para pagar os juros da dívida pública "não faz muito sentido". Mas tem o mérito de chamar à atenção para o problema da dívida.

Rui Rio lançou a ideia de haver um rearranjo fiscal, passando os portugueses a pagar os juros da dívida pública através dos seus impostos. Uma medida que já foi comentada por muitas personalidade e à qual Marques Mendes também reagiu: “Não faz sentido”, diz. Mas tem o mérito de chamar à atenção para a pesada fatura dos juros e o problema do défice.

“Ele [Rui Rio] não propôs a criação de um imposto, mas sim um rearranjo fiscal. Baixar estes impostos e criar um novo imposto, mantendo a neutralidade fiscal”, notou. “Enquanto medida a tomar não faz muito sentido. Tem mais desvantagens do que vantagens. Ele próprio até avançou com algumas das desvantagens”, frisou.

“Mas enquanto ideia para debate, é útil”, salientou. Um debate para o qual já várias personalidades contribuíram. “Vi esta semana Vítor Bento e Paulo Ferreira, no ECO” comentarem as declarações de Rui Rio, destacou. Pode ler aqui o que disse Vítor Bento e aqui a opinião de Paulo Ferreira.

“É uma ideia no sentido da transparência financeira e fiscal. Chama a atenção para o custo dos juros e para o défice“, disse, acrescentando que “o Estado devia dizer a cada português, ano a ano, para onde vão os impostos que paga”, como se faz, por exemplo, no Reino Unido.

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