Revista de imprensa internacional

Na Europa as tensões no Reino Unido continuam. A Escócia quer uma garantia para se manter ligado a Londres: o acesso ao mercado único. A Irlanda continua em guerra com as autoridades europeias.

Do outro lado do Atlântico chegam mais notícias sobre a administração de Donald Trump. A investigação é alemã, mas o afetado é o novo secretário do Estado que fica assim ainda mais ligado à Rússia. As tensões internacionais são uma constante para o próximo presidente dos Estados Unidos da América: da China vêm retaliações por causa de um drone encontrado no mar do sul chinês.

Bloomberg

Irlanda acusa UE de interferir com os poderes nacionais no caso da Apple

“A Comissão [Europeia] não tem competências, dentro das regras da ajuda de Estado, para substituir de forma unilateral a sua própria visão do alcance geográfico”, afirmou o ministro das Finanças irlandês, argumentando que a jurisdição em termos fiscais tem limites. Este é o contra-ataque da Irlanda no recurso que vai entregar ao Tribunal Europeu. Em causa está a concessão de benefícios fiscais ilegais à Apple por parte a Irlanda e, portanto, impostos por cobrar de 2003 a 2014 num total de 13 mil milhões de euros. A própria empresa tecnológica deverá recorrer também ao tribunal numa altura em que ainda decorre uma investigação do lado das autoridades europeias.

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The Guardian

Novo secretário de Estado norte-americano envolvido nos Bahamas Leaks

A investigação dos Bahamas Leaks revelaram mais ligações à Rússia do novo secretário de Estado norte-americano, semelhante ao ministro dos Negócios Estrangeiros. Rex Tillerson, CEO da Exxon Mobil, empresa de petróleo e gás, tem uma subsidiária na Rússia, com sede num paraíso fiscal (nas Bahamas), o que está a colocar ainda mais dúvidas em relação a futuros conflitos de interesse. Em causa estão documentos recebidos pelo jornal alemão Süddeutsche Zeitung e revelados pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação. Este empresário escolhido por Donald Trump recebeu, em 2013, a Ordem Russa da Amizade das mãos de Vladimir Putin.

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Bloomberg

Escócia ameaça sair do Reino Unido se não tiver acesso ao mercado único

A primeira-ministra escocesa Nicola Sturgeon quer que o país fique no mercado único europeu. Se o Reino Unido sair da União Europeia e não conseguir negociar esse acesso, então a Escócia optará por um novo referendo sobre a separação do Reino Unido. A pressão passa assim para o lado de Theresa May, a primeira-ministra inglesa, que já prometeu iniciar o processo de saída no início de 2017. Do seu lado, Sturgeon tem o facto de os eleitores escoceses terem escolhido ficar na União Europeia no referendo de junho, o chamado Brexit. O ultimato da Escócia é outro fator de pressão para o Governo londrino que já querer negociar primeiro com os escoceses, a Irlanda e o País de Gales antes de travar negociações na Europa.

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CNBC

Imprensa chinesa retalia com Donald Trump

O próximo presidente norte-americano não começou da melhor forma as relações com Pequim. As autoridades chinesas tinham encontrado um drone norte-americano, na semana passada, no mar do sul chinês, e estavam prontas a entregá-lo de voltar, mas Donald Trump tweetou:

Pequim criticou o Pentágono, mas as autoridades dos Estados Unidos da América defenderam-se dizendo que o drone subaquático estava a recolher informação do mar e estava a 50 milhas da base norte-americana nas Filipinas. Donald Trump acusou a China de o terem roubado, depois disse para ficarem com o drone e a reação dos media chineses não demorou: o Global Times diz que Trump “não se está a comportar como um presidente que passará a ser o mestre da Casa Branca”.

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Financial Times

Austrália mais cautelosa no crescimento económico

O Governo australiano reviu em baixa as projeções do crescimento económico e em alta os défices orçamentais para os próximos quatro anos. A principal razão para esta nova previsão das finanças australianas está o perigo do país perder o atual rating AAA que possui, o que causaria um aumento dos juros a que se financia. Assim, a Austrália deve crescer 2% do PIB em 2016, sendo que a previsão anterior era de 2,5%. O Governo comprometeu-se em controlar os gastos com despesas para que ultrapasse o défice assim que possível.

Leia a notícia completa no Financial Times (Acesso pago / Conteúdo em inglês)

Editado por Paulo Moutinho

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