Marcelo: “Somos uma nação em diáspora”

No encerramento do IV encontro anual do Conselho da Diáspora Portuguesa, o Presidente da República sublinha que há um "acanhamento nacional" em reconhecer a qualidade dos portugueses.

“Somos uma nação em diáspora, o que significa que temos um Portugal espiritual muito mais forte do que o Portugal físico”. As palavras são do Presidente da República, que falava no encerramento do IV encontro anual do Conselho da Diáspora Portuguesa, que decorreu esta manhã, em Cascais.

Marcelo Rebelo de Sousa aproveitou o momento para fazer uma reflexão sobre as “várias diásporas portuguesas”: desde a grande vaga emigratória da década de 1960 à dos dias de hoje, altamente qualificada, passando pela diáspora das décadas de 1980/1990, também qualificada.

"Há um acanhamento nacional que não reconhece a [nossa] qualidade. A minha experiência diz-me que somos melhores do que os melhores.”

Marcelo Rebelo de Sousa

Presidente da República

São “três diásporas diferentes no tempo e no modo” que, em comum, tem um “reconhecido crescimento a nível universal” da qualidade dos portugueses, algo que nem sempre é reconhecido pelos próprios. “Há um acanhamento nacional que não reconhece essa qualidade. A minha experiência diz-me que somos melhores do que os melhores”, sublinhou o Presidente.

Hoje, acredita, os portugueses são os nórdicos de há 40 ou 50 anos. “Quando havia um problema internacional, quem é que se ia buscar? Os nórdicos, que não tinham anticorpos e entravam nos vários mundos. É o que se passa com Portugal hoje, que dialoga com os Estados Unidos, com África, com a Ásia, com a Federação Russa. Tem uma capacidade de diálogo excecional”.

O que falta fazer? O Presidente da República deixou material de reflexão para o Conselho da Diáspora, organização criada em 2012 para promover algumas das maiores importantes iniciativas dos portugueses pelo mundo e estabelecer contacto com estes embaixadores de Portugal. Ao Conselho, Marcelo deixou três perguntas para concluir a intervenção:

  1. Qual é o protagonismo que se espera agora do Conselho da Diáspora?
  2. Como é que se mobilizam, internamente, os portugueses, para que também os que vivem cá apoiem a diáspora?
  3. Como relacionar as várias diásporas entre si?

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