Moody’s não se pronuncia sobre rating de Portugal

Ao contrário do que estava previsto, agência norte-americana não se pronunciou sobre a notação de rating da dívida portuguesa.

Ao contrário do que estava agendado, a Moody’s não se pronunciou sobre Portugal, mantendo assim o rating no nível “Ba1”, que situa a dívida portuguesa num grau de investimento considerado especulativo.

Também a perspetiva continua “estável” para a evolução da notação financeira da dívida nacional, o que indica que não deverá piorar nem melhorar o perfil de risco do soberano nos próximos meses.

A próxima avaliação da Moody’s está marcada para 5 de maio. Mas ainda antes, a 21 de abril, os canadianos da DBRS dão o seu veredicto sobre o perfil de risco de Portugal.

Embora seja um rating “não solicitado”, a opinião da Moody’s interessa aos mercados por vir de uma das três principais agências mundiais. Isto apesar de ser a DBRS quem segura Portugal no plano de compra do Banco Central Europeu (BCE).

“Continua a ser importante porque muitos investidores tem como referência as três maiores agências de rating para aplicarem os seus fundos”, diz Pedro Lino, CEO da DifBroker. “Ou seja, se esta agência subisse o rating de Portugal, assistiríamos a um fluxo de capitais para as obrigações portuguesas o que ditaria automaticamente uma diminuição das taxas de juro pagas nas emissões de dívida”, acrescentou.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Moody’s não se pronuncia sobre rating de Portugal

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião