BPI: OPA será bem-sucedida? Analistas acreditam

A OPA ao BPI já chegou ao mercado. Depois a aprovação da CMVM, os investidores podem agora começar a dizer se aceitam. Os analistas acreditam no sucesso, recomendando a venda ao CaixaBank.

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliário (CMVM) deu “luz verde” à OPA sobre o BPI. O prazo de aceitação da oferta já arrancou, sendo que os analistas acreditam que o CaixaBank será bem-sucedido. Enquanto a ATM mantém-se contra o preço de 1,134 euros, os especialistas recomendam aos investidores que aceitem.

“Não acredito que a CMVM tenha aceitado esta oferta de ânimo leve”, diz Octávio Viana, presidente da associação que representa os pequenos investidores. Apesar de todas as dúvidas levantadas pelos acionistas quanto ao valor da contrapartida na OPA, o regulador do mercado acabou por registar o prospeto.

Ao ECO, o responsável salienta que “não é uma oferta equitativa para os investidores”, antecipando que o preço possa ainda ser revisto em alta, mas os analistas não concordam. Acreditam que é suficiente. “Esperamos que a oferta venha a ser concluída com sucesso na sequência dos mais recentes desenvolvimentos no investment case do BPI, nomeadamente a venda de uma participação de 2% no capital social do BFA à Unitel com a posterior aprovação (..) da eliminação da limitação dos direitos de voto de 20%”, diz o CaixaBI.

"O preço é bastante bom tendo em conta a realidade económica nacional e angolana, bem como as fragilidades do setor financeiro português.”

Pedro Lino

Administrador da DifBroker

“A nossa atual avaliação de 1,30 euros por ação representa um potencial de cerca de 15% face ao preço da oferta. Em qualquer caso, e dado que antecipamos o sucesso da mesma nas suas atuais condições, não esperamos qualquer alteração significativa no valor de mercado do BPI nas próximas semanas”, acrescenta o analista André Rodrigues.

 

“O preço é bastante bom tendo em conta a realidade económica nacional e angolana, bem como as fragilidades do setor financeiro português. Também se compararmos a evolução dos três anos, com os pares espanhóis e italianos, verifica-se que esta OPA preservou muito valor”, diz Pedro Lino, ao ECO.

Neste sentido, o administrador da DifBroker, “os pequenos investidores devem aceitar o preço, uma vez que existe indicação que os principais acionistas vão vender, para além de que se compararmos com o restante setor português e europeu, o CaixaBank está a valorizar bem as ações do BPI”. E alerta: “quem não vender sujeita-se a ficar acionista de um titulo com pouca liquidez, e por esta via com mais risco”.

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