Tubezito: este YouTube é só para miúdos

  • Ana Luísa Alves
  • 17 Janeiro 2017

As crianças procuram cada vez mais os smartphones, a internet, e, consequentemente, os vídeos dos seus bonecos preferidos no YouTube. Mas o Tubezito permite que o façam de forma segura.

Com que é que os seus filhos brincam? Com o seu smartphone? Provavelmente sim. Se o que o seu filho gosta é de ver vídeos no YouTube, dê-lhe a conhecer o Tubezito, uma lista filtrada de filmes, músicas e séries para crianças dos três aos 10 anos.

João Pina Souza é diretor de programação na Newvison e tem dois filhos com seis anos que, “desde cedo, mexem nos telemóveis e computadores, à procura de vídeos para ver no YouTube”. Mas confessa que muitas vezes acabavam por ver “coisas que não deviam, que os assustavam”.

João Pina Souza
João Pina Souza

Foi por isso que João se lembrou de criar o Tubezito, um site onde junta alguns dos desenhos animados que as crianças mais gostam de ver isto porque, “no YouTube, há a hipótese de criar listas de vídeos, mas para isso é preciso ter uma conta de email associada”. No Tubezito não.

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O site é feito em HTML5, CSS3, JavaScript, e Bootstrap, pretende ser simples e prático mas, mais importante, quer ser seguro. O propósito de João era satisfazer os filhos, mas também os filhos dos amigos que, em idades semelhantes veem, por norma, as mesmas animações.

João acabou por criar também uma página de Facebook por “receber imensos emails com sugestões e propostas de outros pais” com programas e desenhos animados que os filhos veem.

O projeto surgiu a 21 de dezembro e conta com 93 músicas, 54 filmes completos e 1356 vídeos. Até agora, conta com um total de 560 mil pageviews e cerca de 16 mil visitantes, provenientes de Portugal, mas também de Angola, Brasil, Luxemburgo e França. Foi criado pessoalmente e “não tem qualquer intenção comercial”, revela João, ao ECO.

“Para o futuro, as intenções continuam fora do domínio comercial”, acrescenta. “Isto é mais um compromisso do que outra coisa. Vou fazê-lo por uma questão de satisfação pessoal, e porque sei que é útil. O ideal no futuro será fazer a manutenção, ter mais conteúdos, e criar a app”, acrescenta João Pina Souza.

Editado por Mariana de Araújo Barbosa (mariana.barbosa@eco.pt)

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