SocGen: “Dividendos já não pagam riscos da EDP”

O Société Générale vê grandes desafios no futuro da elétrica portuguesa. De tal forma que cortou a recomendação das ações para "vender". Os títulos caem quase 2%.

A Energia de Portugal (EDP) está a ser pressionada em bolsa. As ações estão em queda acentuada perante o cenário pessimista traçado pelo Société Générale para a elétrica nacional que levou o banco de investimento a cortar a recomendação para “vender”. Diz que os “dividendos já não pagam riscos da EDP”.

As ações da elétrica seguem a cair 1,73% para 2,782 euros, tendo chegado a perder um máximo de 2,72% durante a sessão. Uma queda acentuada que está a colocar pressão na bolsa nacional tendo em conta a elevada ponderação que a cotada liderada por António Mexia tem no índice de referência português. O PSI-20 já esteve a perder quase 1%.

Este desempenho negativo está ser espoletado por uma nota de investimento em que o Société Générale cortou a recomendação das ações para “vender”, justificando a decisão com “as dificuldades que a empresa terá para crescer”, de acordo com o research citado pela Bloomberg assinado pelo analista Jorge Alonso.

"Os elevados dividendos que a empresa paga aos acionistas já não são suficientemente atrativos para compensarem os desafios.”

Jorge Alonso

Analista do Société Générale

O banco alerta que num cenário de subida dos juros da dívida, como o atual, “a venda de ativos de energias renováveis e a securitização do défice tarifário deverão tornar-se mais difíceis”, salienta. A EDP tem realizado várias destas operações com as quais tem cristalizado valor das renováveis e reduzido o seu nível de endividamento.

É perante este novo contexto que o Société Générale apresenta uma visão negativa para o futuro da EDP. Diz mesmo que “os elevados dividendos que a empresa paga aos acionistas já não são suficientemente atrativos para compensarem os desafios” que a empresa liderada por António Mexia vai enfrentar daqui em diante.

Nota: A informação apresentada tem por base a nota emitida pelo banco de investimento, não constituindo uma qualquer recomendação por parte do ECO. Para efeitos de decisão de investimento, o leitor deve procurar junto do banco de investimento a nota na íntegra e consultar o seu intermediário financeiro.

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