PSD: “Responsabilidade” da TSU é do BE e PCP

O PSD atira as responsabilidades sobre a Taxa Social Única para o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista Português. Na próxima quarta-feira, os partidos unem-se para acabar com a redução.

O líder parlamentar social-democrata avisa que a responsabilidade da redução da TSU cair no Parlamento é do PCP e do BE, por “tirarem o tapete ao Governo”. Luís Montenegro, em entrevista à SIC Notícias, reforçou que “não há dúvida nenhuma” que o PSD vai votar a favor da cessação de vigência do decreto-lei, ou seja, na prática, na revogação. Na semana passada, ao ECO, Pedro Nuno Santos, secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, tinha avisado que “cada um assume as suas responsabilidades”.

“A responsabilidade da decisão que o Parlamento vai tomar é sobretudo devido ao PCP e o BE tirarem o tapete ao Governo”, afirmou Montenegro, atacando os partidos à esquerda de “puro malabarismo político” e brincarem à democracia por “quererem estar de um lado e do outro”. O social-democrata diz ser “legítimo” ter opiniões diferentes, mas considera que “é de um grande cinismo virarem-se para o PSD por afinal votar com eles, produzindo um efeito que na verdade não criam”.

 

O líder parlamentar do PSD garantiu que o partido “não é a moleta do Governo”: “Não contem com o PSD para fazer jogos políticos para marcar diferenças dentro da maioria do Governo”, disse. Mas o ataque não se limitou aos partidos à esquerda do PS. António Costa mereceu também críticas: “Este primeiro-ministro sabe desde o início que não foi escolhido pelo povo e que o seu programa não foi sufragado”. Por isso, a sua legitimidade política está no Parlamento onde agora falha.

 

Sobre os parceiros sociais, o social-democrata considera que estes “não estão mais satisfeitos com o acordo do que o PSD”. Para Montenegro, o Governo “simulou uma negociação na concertação social”, dado que já era certo o aumento de 27 euros no salário mínimo. É, por isso, normal que os parceiros sociais quisessem, pelo menos, aproveitar as contrapartidas para minorar o efeito, “tentando proteger os seus interesses”, argumenta o líder parlamentar do PSD.

“A política sem risco, era uma chatice. Sem ética, era uma vergonha”, afirmou Luís Montenegro, citando Sá Carneiro, para atacar António Costa, Jerónimo de Sousa e Catarina Martins pela “falta de ética”.

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