Marcelo recebe patrões e UGT em Belém para falar da TSU

  • Margarida Peixoto
  • 19 Janeiro 2017

Com a polémica da taxa social única a marcar a agenda, o Presidente da República vai-se reunir com o patronato e com a UGT.

O Presidente da República vai-se reunir com as confederações patronais que assinaram o acordo tripartido já esta sexta-feira. Na segunda-feira, Marcelo Rebelo de Sousa vai ouvir a UGT, a central sindical que também assinou o acordo de concertação social, um entendimento que está agora em risco pelo ação do Parlamento. O Presidente quer ouvir os parceiros sobre a polémica, sabe o ECO.

De acordo com uma nota de agenda da Presidência da República enviada às redações, a audiência às confederações patronais está marcada para as 16h30 desta sexta-feira. Vão estar presentes a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), a Confederação Empresarial de Portugal (CIP) e a Confederação do Turismo Português (CTP).

Estes são os representantes dos patrões que aceitaram um aumento do salário mínimo nacional para 557 euros, tendo como contrapartida uma redução temporária de 1,25 pontos percentuais da taxa social única a cargo das empresas. Contudo, e apesar de o Governo já ter decretado a medida, de Marcelo ter dado o seu aval e de o diploma já ter sido publicado em Diário da República, o BE, o PCP e o PSD preparam-se para revogá-la a 25 de janeiro. Se este cenário se concretizar, o acordo tripartido pode desfazer-se.

Para as 18 horas de segunda-feira está prevista uma reunião com a UGT. Ainda esta quinta-feira, depois de um encontro com Passos Coelho, Carlos Silva, secretário-geral da central sindical, frisou a importância de se evitar o esvaziamento do acordo obtido a 22 de dezembro. “Está claramente em causa a concertação social”, avisou o sindicalista.

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