Vieira da Silva: Redução da TSU não beneficia o “grande capital”

  • Cristina Oliveira da Silva
  • 17 Janeiro 2017

"Aquela ideia de que isto é uma benesse ao grande capital simplesmente não é verdadeira", afirmou o ministro do Trabalho.

O ministro do Trabalho afirmou hoje que a redução da Taxa Social Única não beneficia o “grande capital” já que o apoio dirige-se sobretudo a pequenas empresas que, em média, têm três trabalhadores ao serviço.

Falando no Jornal das 8 da TVI, Vieira da Silva explicou que 56% do apoio destina-se a empresas com menos de 10 trabalhadores “que em média têm três trabalhadores ao serviço”. Só 5% das empresas terão mais de 500 trabalhadores: “Aquela ideia de que isto é uma benesse ao grande capital simplesmente não é verdadeira”, concluiu.

A redução da TSU para empresas abrangidas pelo aumento do salário mínimo já foi publicada em Diário da República e entra em vigor a 1 de fevereiro. Mas o decreto-lei terá de passar pelo Parlamento, depois de o PCP e o Bloco de Esquerda terem pedido a apreciação parlamentar do diploma. E como o PSD já disse que se juntará à esquerda, é de esperar que a medida fique pelo caminho.

Vieira da Silva vê esta decisão “como uma manobra política para criar problemas ao Governo mas está é a criar problemas ao país”. O ministro diz que a maioria dos portugueses concorda com este compromisso firmado em concertação social, algo que “os estudos de opinião” mostram.

Se não cair, o decreto prevê que a redução das contribuições se mantenha até janeiro de 2018. Vieira da Silva salientou também que é essa a sua opinião. E depois dessa altura? “Teremos que fazer uma outra discussão como fizemos este ano, poderá existir outras formas — aliás, outros partidos defenderam que existiriam outras oportunidades de apoio às empresas para ajudar a suportar este aumento”, afirmou Vieira da Silva, para depois acrescentar que “o que é facto é que elas não foram encontradas”. “Esta é a forma mais rápida” e “equitativa” de “encaixar este aumento” do salário mínimo, disse.

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