Simulador de pensões avança até maio

  • Cristina Oliveira da Silva
  • 21 Fevereiro 2018

Governo acredita que este será um instrumento útil para a tomada de decisão. Novo simulador vai trabalhar com dados reais para projetar um valor de reforma.

O novo simulador de pensões, que permitirá projetar o valor esperado de reforma com base em dados reais, deverá avançar até maio, anunciou esta quarta-feira o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

No encerramento da apresentação de um estudo da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) sobre os desafios da Segurança Social, o ministro do Trabalho defendeu como “essencial” a “confiança” nos sistemas, apontando como fundamentos a “informação, a credibilidade e a previsibilidade”.

Nesse sentido, indicou ainda, o Governo “irá lançar nos próximos meses, até ao mês de maio seguramente” um “simulador da pensão de cada um”. Em causa está “um simulador não teórico, mas realista”, que “vai recuperar toda a informação existente sobre as carreiras contributivas” e, utilizando depois as fórmulas de cálculo aplicáveis, irá “projetar aquilo que será a pensão que uma pessoa pode esperar do sistema público de pensões”, acrescentou ainda.

Claro que o resultado “será mais fiável para quem está mais perto da idade de reforma” e “mais instável” para jovens que ainda estão longe dessa etapa, vincou depois Vieira da Silva.

Aos jornalistas, o governante salientou que o simulador, ainda em fase de testes, vai trabalhar com a “vida real” dos futuros pensionistas para depois dizer que a “pensão previsivelmente será esta”. “Não pode dizer com certeza porque a pessoa só faz isso quando ainda faltam alguns anos”, mas “pode dizer se se reformar daqui a cinco anos e se o seu salário evoluir como tem evoluído ou se ficar estável, a sua pensão previsivelmente será esta”. Para o ministro, este será um instrumento “útil para tomar decisões”.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Simulador de pensões avança até maio

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião