BPI precisa de 206 milhões de dívida mas emite até 250 milhões

  • Rita Atalaia
  • 26 Janeiro 2017

O BPI terá de emitir 206 milhões de euros de dívida subordinada para cumprir as exigências de capital do BCE: um rácio de 12%. A emissão poderá, no entanto, ir até aos 250 milhões.

O BPI já só tem de emitir 206 milhões de euros de dívida subordinada para cumprir as exigências de capital definidas pelo Banco Central Europeu (BCE). Ou seja, alcançar um rácio total de 12%. Mas o valor a emitir pode ser superior. Pode ir até aos 250 milhões, esclarece o banco na apresentação dos resultados para 2016. Mesmo assim, fica abaixo dos 350 milhões anteriormente referidos pelo banco liderado por Fernando Ulrich.

Na apresentação dos resultados para 2016, o BPI esclareceu que o rácio Common Equity Tier 1 (CET1) estava em 11,4%, numa base “phasing in” (ou seja, com base nas regras aplicáveis em 2016), sendo de 11,1% com as regras totalmente implementadas. Em ambos os casos, o banco registou uma evolução positiva, mas para passar no teste à qualidade dos ativos do BCE, terá de emitir 206 milhões de euros de dívida subordinada.

"Para um rácio de capital total de 12% (mínimo de Supervisory Review and Evaluation Process de 11,75% mais 0,25%), é necessária a emissão de dívida subordinada no valor de 206 milhões de euros”

BPI

“Tendo em conta os valores observados em 31 de dezembro de 2016, ajustados pelos factores ‘phasing-in’ 2017 e pela venda de 2% do BFA, o banco cumpre os novos rácios mínimos exigidos em matéria de CET1 e Tier 1”, refere o BPI. “Para um rácio de capital total de 12% (mínimo de Supervisory Review and Evaluation Process de 11,75% mais 0,25%), é necessária a emissão de dívida subordinada no valor de 206 milhões de euros“, salienta Fernando Ulrich.

Mas este valor pode ir até aos 250 milhões de euros, esclarece o BPI. Este valor é pouco superior às necessidades efetivas do banco liderado por Fernando Ulrich, sendo que o excesso a emitir poderá permitir à instituição ficar com um rácio mais confortável ao superar o mínimo definido pela autoridade monetária da Zona Euro. Este montante fica mesmo assim abaixo dos 350 milhões anteriormente estimados pelo banco, sendo também inferior aos mil milhões de euros que a CGD terá de emitir (500 milhões em duas tranches).

Estes títulos, para serem considerados capital pelo BCE, têm de apresentar um elevado nível de subordinação. Ou seja, em caso de falência do banco, os detentores destas obrigações serão os primeiros a perder os seus investimentos. Daí que os juros exigidos nestes títulos seja sempre elevados. Para emitir esta dívida, o BPI deverá ter de pagar uma taxa de juro entre os 8% e os 10%, de acordo com a estimativa é feita pelo CaixaBank. Estas taxas “terão um impacto significativo nos resultados do BPI”, refere o banco que tem a correr uma OPA sobre o BPI.

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