DBRS: Riscos do Novo Banco reduziram-se com liquidação do BES

Agência acredita que banco vai ser vendido. Justifica maior estabilidade do Novo Banco com liquidação do BES, que torna improvável a transferência de obrigações séniores, como aconteceu em 2015.

A DBRS acredita que alguns dos “riscos imediatos” que o Novo Banco enfrenta “reduziram-se materialmente” porque, entre outros motivos, a entrada em processo de liquidação do BES tornou mais improvável que mais obrigações seniores sejam transferidas para o “banco mau”. Além disso, a agência canadiana acredita que o banco será vendido e não nacionalizado.

Em dezembro de 2015, o Banco de Portugal decidiu alterar o perímetro dos ativos e responsabilidades do BES e do Novo Banco, um ano e cinco meses depois do estabelecimento original do perímetro — em agosto de 2014, na sequência da resolução do BES. Esta decisão resultou numa transferência para o BES de cinco instrumentos de dívida sénior que estavam originalmente no balanço do Novo Banco. Algo não deverá voltar a acontecer, diz a DBRS.

O BES entrou em processo de liquidação e, por isso, a DBRS considera como altamente improvável que se repitam mais transferências de obrigações seniores“, justificam os analistas numa nota publicada esta segunda-feira.

“Além disso, a confiança dos investidores no banco melhorou e a DBRS espera que continue a melhorar com o concretização do processo de venda, que estava prevista para janeiro de 2017”, acrescenta.

Para a DBRS, que atribui uma notação de CCC (high) ao banco — abaixo da notação que dá à República portuguesa, de BBB (low) –, a notação financeira do Novo Banco leva ainda em consideração o cenário desafiante no regresso aos “lucros sustentáveis” perante um ambiente de juros baixos, retoma económica lenta em Portugal e mudanças na regulação bancária.

O Parlamento vetou na semana passada a nacionalização do Novo Banco, depois de o PS, PSD e CDS terem votado contra os projetos de resolução do PCP e do Bloco de Esquerda. O processo de venda do banco de transição deverá estar concluído até final de março, numa altura em que prosseguem as negociações entre Banco de Portugal e o Fundo de Resolução e os candidatos à aquisição do Novo Banco. O Lone Star surge como principal candidato à compra.

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