Diretora-Geral do Tesouro e Finanças demite-se

O Ministério das Finanças informou esta sexta-feira que a diretora-geral do Tesouro e Finanças, Elsa Roncon Santos, demitiu-se.

A diretora-geral do Tesouro e Finanças, Elsa Roncon dos Santos acompanhada pelo presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito à Celebração de Contratos de Gestão de Risco Financeiro por Empresas do Sector Público, Jorge Lacão, ouvida na mesma esta tarde na Assembleia da República em Lisboa 16 de julho de 2013. MIGUEL A. LOPES/LUSALUSA / MIGUEL A. LOPES

O Ministério das Finanças informou esta sexta-feira que a diretora-geral do Tesouro e Finanças, Elsa Roncon Santos, demitiu-se. “A Diretora-Geral do Tesouro e Finanças (DGTF), Elsa Roncon Santos, cessará funções, a seu pedido, a partir do dia 13 de fevereiro de 2017”, escreve o gabinete do Ministério das Finanças.

O nome de Elsa Roncon Santos aparece na troca de emails entre os membros de gabinetes das Finanças, António Domingues e o secretário de Estado Mourinho Félix. O tema dessas cartas, expresso numa mensagem com data de 3 de maio de 2016, às 20h51, de Susana Larisma (chefe de gabinete de Mourinho Félix) para a diretora do Tesouro, era as mudanças do Estatuto do Gestor Público: “Conforme já por nós falamos, muito agradecia que habilitasse este gabinete com as informações necessárias para que a CGD deixe de estar abrangida pelo Estatuto do Gestor Público”.

Elsa Roncon Santos tinha-se demitido em julho de 2013 deste mesmo cargo por causa do caso dos swaps, mas voltou a concorrer ao lugar em 2014. A agora ex-diretora-geral do Tesouro e Finanças foi superior hierárquica de Maria Luís Albuquerque na Refer. Esta sexta-feira, Elsa Roncon voltou a pedir para cessar funções, o que acontecerá a partir da próxima segunda-feira.

O secretário de Estado Adjunto e das Finanças, Ricardo Mourinho Félix, agradeceu a “competência, lealdade e sentido de responsabilidade na prossecução do interesse público com que desempenhou as suas funções ao longo de mais de um ano de trabalho conjunto“. Além disso, compromete-se a, “com a maior brevidade possível”, iniciar o processo de seleção e de nomeação de um novo responsável para a Direção-Geral do Tesouro e Finanças. “Até que o processo esteja concluído, assumirá o lugar, em substituição, a atual Subdiretora-Geral do Tesouro e Finanças, Maria João Araújo”, esclarece o Ministério das Finanças.

Recorde-se que há uma semana o Ministério das Finanças fez uma mudança na sua organização com a entrada de Álvaro Novo para secretário de Estado do Tesouro, até então economista-chefe no gabinete do ministro das Finanças. Ricardo Mourinho Félix deixou de ser secretário de Estado Adjunto, do Tesouro e das Finanças para passar a ser secretário de Estado Adjunto e das Finanças.

(Notícia atualizada às 16h49)

Comunicado do Ministério das Finanças

A Diretora-Geral do Tesouro e Finanças (DGTF), Elsa Roncon Santos, cessará funções, a seu pedido, a partir do dia 13 de fevereiro de 2017.

A equipa liderada pela DGTF, que iniciou funções em 2011, conduziu os destinos da Direção-Geral do Tesouro e Finanças num período particularmente exigente para a Administração Pública, nomeadamente para os serviços do Ministério das Finanças.

Neste contexto, o Secretário de Estado Adjunto e das Finanças, Ricardo Mourinho Félix, gostaria de expressar publicamente o seu agradecimento pela competência, lealdade e sentido de responsabilidade na prossecução do interesse público com que desempenhou as suas funções ao longo de mais de um ano de trabalho conjunto.

O Governo promoverá, com a maior brevidade possível, o processo de seleção e de nomeação do novo Diretor-Geral do Tesouro e Finanças. Até que o processo esteja concluído, assumirá o lugar, em substituição, a atual Subdiretora-Geral do Tesouro e Finanças, Maria João Araújo.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Diretora-Geral do Tesouro e Finanças demite-se

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião