Novo Banco: António Ramalho avança com plano de reformas e rescisões

  • Rita Atalaia
  • 21 Fevereiro 2017

O presidente do Novo Banco planeia dispensar até 350 trabalhadores através de reformas antecipadas e rescisões amigáveis. Fica assim mais perto de cumprir a meta exigida pelas autoridades europeias.

António Ramalho vai avançar com um programa de rescisões amigáveis e um plano de reformas antecipadas para dispensar um máximo de 350 trabalhadores. A informação foi hoje transmitida pelo presidente do Novo Banco à comissão de trabalhadores e aos sindicatos bancários, que, diz o banco, já esperavam esta decisão. Isto depois de o Lone Star ter confirmado que Ramalho continuará à frente do banco caso o fundo norte-americano seja bem-sucedido nas negociações com o Governo e compre o Novo Banco.

O Novo Banco deu início a um programa de rescisões amigáveis, disse a instituição financeira ao ECO, confirmando uma notícia que já tinha sido avançada pelo Jornal de Negócios. Um plano que tem como objetivo reduzir 100 a 150 trabalhadores. Mas a maior redução vai acontecer através de reformas antecipadas: 150 a 200 funcionários. Por isso, no total, estamos a falar de um corte de até 350 trabalhadores no banco que resultou da falência do Banco Espírito Santo. Esta informação chegou hoje aos sindicatos bancários e à comissão de trabalhadores através do presidente do banco, António Ramalho.

Contactado pelo ECO, o Novo Banco diz que esta decisão já era esperada pelos sindicatos e pela comissão. E realça que, com este corte, o banco já está muito perto de alcançar o seu objetivo: uma redução de 1.500 funcionários até junho de 2017, uma vez que o banco não foi vendido dentro do prazo previsto. Incluindo as operações internacionais, já foram dispensadas 1.327 pessoas, explica a instituição.

O Lone Star já confirmou que, caso fique com o Novo Banco, o presidente vai manter-se à frente da administração. “O projeto prevê um trabalho muito próximo com a atual equipa de gestão, contando com a liderança do seu Presidente executivo, António Ramalho, cujo conhecimento da instituição é fundamental para sua revitalização”, explicou Olivier Brahin, presidente do Lone Star para a Europa.

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