OPEP promete cumprir acordo. Petróleo dispara 2%

  • Rita Atalaia
  • 21 Fevereiro 2017

O dia é de ganhos para os preços do petróleo. Isto depois de o secretário-geral da OPEP ter dito que está confiante de que os países produtores vão continuar a reduzir a produção do "ouro negro".

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) está confiante de que os países produtores vão continuar a reduzir a produção do “ouro negro” e a diminuir o número de reservas globais. Declarações que animaram as cotações do petróleo, com o Brent a subir quase 2%, negociando acima da fasquia dos 55 dólares. Os preços também estão a ser animados pelo Citigroup, que melhorou as previsões para as cotações este trimestre.

Hoje o dia é de ganhos para os preços do petróleo. O Brent, negociado em Londres, está a subir 1,73% para 57,15 dólares e o WTI, negociado em Nova Iorque, segue em alta de 2,1% para os 54,52 dólares. E tudo porque o secretário-geral da OPEP, Mohammad Barkindo, disse que o cartel está confiante de que os produtores vão continuar a cortar a produção e a reduzir as reservas globais. A Rússia também planeia cumprir os cortes prometidos até ao final de abril, noticiou a agência de notícias RIA Novosti, citando o ministro da Energia russo, Alexander Novak.

Brent segue acima dos 55 dólares

Fonte: Bloomberg (valores em dólares)

Mas o Citigroup também está a animar os preços da matéria-prima. Isto depois de o banco ter melhorado as previsões para as cotações: o Brent deve negociar, em média, nos 55 dólares por barril neste trimestre, uma melhoria de cinco dólares em relação à projeção anterior.

O petróleo tem-se mantido acima da fasquia dos 50 dólares por barril desde que a OPEP e outros 11 países começaram a diminuir a oferta para aliviar o excesso de petróleo no mercado. Os países produtores já implementaram cerca de 90% dos cortes definidos no mês passado. A Agência Internacional de Energia disse que nunca os países do cartel cumpriram tão à risca um acordo para cortar a produção. “Há um sentimento positivo em relação aos cortes da OPEP”, diz Hans van Cleef, economista de energia do ABN Amro, à Bloomberg.

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