Prolongar o acordo da OPEP? Não deve ser preciso, diz o ministro da Energia saudita

  • Rita Atalaia
  • 16 Janeiro 2017

O ministro da Energia saudita duvida que o acordo entre os países da OPEP para cortar a produção de petróleo tenha de ser prolongado. "O reequilíbrio deve regressar na primeira metade do ano", diz.

Já se passaram cerca de dois meses desde que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) conseguiu definir as bases de um acordo para cortar a produção. E os resultados têm sido visíveis. Os preços do petróleo estão a negociar acima das fasquia dos 50 dólares. Mas a Arábia Saudita diz que o cartel não deve ter de prolongar este acordo, já que os países produtores parecem estar a respeitá-lo e a reduzir a produção da matéria-prima.

De acordo com a Bloomberg, o ministro da Energia da Arábia Saudita, Khalid Al-Falih, diz que a OPEP não deve precisar de prolongar o acordo definido entre os países produtores de petróleo para reduzir a produção do “ouro negro”. O reequilíbrio do mercado petrolífero deve acontecer até ao final da primeira metade do ano, refere o ministro saudita aos jornalistas, num evento em Abu Dhabi. A procura vai aumentar no verão e a OPEP quer ter a certeza de que os mercados estão preparados para responder, explica Khalid Al-Falih.

Foi a 30 de novembro que os países dentro e fora da OPEP conseguiram chegar a um acordo para cortar a produção de petróleo, depois de meses e meses de negociações. Desde então, o preço da matéria primeira disparou. Hoje, o Brent, negociado em Londres, segue em alta de 0,31% para 55,62 dólares, ao passo que o WTI, negociado em Nova Iorque, acelera 0,32% para 52,54 dólares, mantendo-se acima da fasquia dos 50 dólares por barril. A grande dúvida era se os países respeitariam o acordo. Mas, até agora, parece que sim.

“Não pensamos que seja necessário [prolongar o acordo]”, tendo em conta o respeito pelo acordo e considerando as expectativas para a procura, nota o ministro aos jornalistas. Khalid Al-Falih acrescenta que, no entanto, “há muitas variáveis que podem surgir entre agora e junho e nessa altura voltaremos a avaliar” a situação.

A Arábia Saudita vai reunir-se com os outros membros da OPEP em maio, na reunião semestral em Viena, para avaliar o mercado e a política de produção do cartel. Os países da OPEP também vão juntar-se aos produtores fora do cartel no final deste mês para avaliarem se o acordo está a ser cumprido.

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