Programa Nacional de Reformas vai mobilizar 10 mil milhões de euros

  • ECO
  • 26 Fevereiro 2017

A abordagem do atual Governo às reformas estruturais é "muito diferente daquela que se implementou nos últimos anos", sublinha o ministro Pedro Marques.

O Programa Nacional de Reformas poderá mobilizar mais de 10 mil milhões de euros, provenientes de fundos comunitários, no espaço de uma década. O cálculo é feito pelo ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, em entrevista ao Diário de Notícias e à TSF.

“Do nosso ponto de vista, abordar a transformação estrutural do país faz-se com uma abordagem como esta, que está no Plano Nacional de Reformas. Ela tem várias componentes, mas tem uma abordagem muito diferente daquela que se implementou nos últimos anos”, começou por dizer o ministro, referindo-se à estratégia do Governo, que “não está baseada na desregulação salarial ou nos baixos salários, mas na inovação, na economia, nos serviços públicos, na coesão social, na qualificação dos portugueses“.

Questionado sobre qual será o investimento na formação de jovens, o ministro dá apenas o montante do investimento global que está previsto.

“Temos um investimento de vários milhares de milhões de euros de fundos a serem mobilizados do Portugal 2020 para a execução do Programa Nacional de Reformas. Pode ultrapassar os 10 mil milhões de euros de mobilização de fundos só para as reformas deste programa, reformas sempre com o horizonte de uma década“, adiantou.

Venda de 5% da TAP aos trabalhadores avança em breve

Na entrevista, o ministro adiantou ainda que a operação pública de venda de 5% da TAP aos trabalhadores da companhia aérea vai avançar em breve.

“Espero nas próximas semanas concluir o trabalho com os bancos para poder avançar com a OPV”, referiu Pedro Marques.

Sobre o facto de o Governo dizer que não quer interferir na política comercial da TAP, ainda que detenha 50% da companhia aérea, Pedro Marques explica que “o acionista Estado aprovará o plano estratégico, os principais instrumentos de gestão, mas não interferirá na gestão executiva“. O importante, sublinha, “é que os interesses estratégicos estão a ser salvaguardados, a TAP está a crescer em Lisboa e no Porto e assim deve permanecer”.

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