Petróleo mais caro. OPEP quer 60 dólares

O petróleo tem vindo a valorizar perante o corte de produção por parte do maior cartel do mundo. Está acima dos 55 dólares, mas a OPEP quer mais. 60 dólares é a meta.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) está a cumprir à risca o plano de corte de produção delineado no final do ano passado. Os preços do petróleo estão a subir, mas o cartel quer mais. A meta é a de que as cotações cheguem aos 60 dólares nos mercados internacionais.

Desde que foi fechado o acordo para o corte da oferta, que está a ser cumprido, ao contrário do que aconteceu no passado, as cotações da matéria-prima registaram valorizações em torno de 15%. O Brent, em Londres, está nos 55,81 dólares e o WTI, em Nova Iorque, está a 53,93 dólares, mas há margem para que suba mais.

A ideia dos países membros do cartel é de que as cotações subam para um valor em torno dos 60 dólares. A Reuters diz, citando fontes próximas, que é esse o objetivo de pesos pesados da OPEP. Porquê este valor? Acreditam que é um patamar que lhes permite obter a receita necessária sem que leve a um crescimento da oferta de petróleo de xisto nos EUA.

Com os preços altos, acima dos 100 dólares, a produção de petróleo nos EUA disparou. Numa altura em que a procura era fraca, com o petróleo de xisto, mas também a recusa da OPEP em cortar a oferta, a inundação do mercado petrolífero levou as cotações a afundarem para valores abaixo dos 30 dólares. Várias empresas norte-americanas acabaram por falir.

Passada essa fase, a OPEP finalmente cortou a oferta, o que puxou pelas cotações da matéria-prima. Contudo, uma subida expressiva dos preços do petróleo pode voltar a puxar pela produção norte-americana, o que os países do cartel não querem que volte a acontecer, até porque pretendem manter o estatuto neste mercado.

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