EDP Renováveis lucra menos. Paga 5 cêntimos

De 167 milhões, sobraram 56. A EDP Renováveis teve lucros, mas estes encolheram de formas expressiva devido a efeitos não recorrentes. Ainda assim, o dividendo mantém-se,

A EDP Renováveis registou uma forte quebra nos resultados líquidos do último ano. Encolheram em 66%, essencialmente devido a efeitos não recorrentes positivos em 2015 e negativos em 2016. Apesar disso, a empresa liderada por Manso Neto mantém a intenção de distribuir um dividendo de cinco cêntimos por ação.

“O resultado líquido totalizou 56 milhões de euros”, refere a EDP Renováveis. Este valor do total de 2016 compara com os 167 milhões obtidos pela empresa no ano anterior. Porquê uma diferença tão grande? Em 2015 houve o ganho com o controlo da ENEOP, já no ano passado registou um impacto negativo com o “pré-pagamentos/reestruturação da dívida”, diz.

“O resultado líquido ajustado decresceu 4% face 2015 para 104 milhões de euros”, nota, salientando que “em 2016, o EBITDA reportado totalizou 1,171 mil milhões de euros (um aumento de 3% face a 2015). Ajustado por eventos não recorrentes, em 2016, o EBITDA aumentou em 12%, para 1,192 milhões de euros”, diz a empresa.

As receitas da EDP Renováveis aumentaram 7% face a 2015 para 1,651 mil milhões de euros. Este crescimento é reflexo do aumento da oferta da empresa. “O aumento da produção beneficiou das adições de capacidade (mais 11% de capacidade média face a 2015) com um fator de utilização acima da média do portfólio”, nota em comunicado à CMVM.

Dividendos estáveis

Apesar da quebra nos resultados líquidos, a EDP Renováveis quer manter a política de remuneração aos acionistas. Neste sentido, “o Conselho de Administração irá propor em assembleia geral uma distribuição de dividendos de 44 milhões de euros”, ou seja, 78,5% do total dos lucros.

Este montante traduz-se numa remuneração de cinco cêntimos por ação, um valor exatamente igual ao que distribuiu no ano anterior. Este vai ser o quinto ano em que a empresa paga dividendos, sendo que como se trata de uma cotada com sede em Espanha, para evitarem a dupla tributação dos dividendos, os investidores têm, posteriormente, de reclamar o imposto pago no país vizinho.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

EDP Renováveis lucra menos. Paga 5 cêntimos

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião