Fillon nega acusações e mantém-se na corrida

O candidato às presidenciais francesas é suspeito de ter criado um esquema para remunerar a mulher por um emprego que ela não desempenhava. É um "assassinato político", garante Fillon.

François Fillon nega as acusações que lhe são apontadas e recusa abandonar a corrida à presidência de França. O candidato às presidenciais francesas está a dar uma conferência de imprensa, depois de ter sido chamado a depor por juízes de instrução.

Em causa está uma polémica que tem vindo a manchar a sua campanha. O candidato à presidência e antigo primeiro-ministro francês é suspeito de ter criado um esquema para remunerar a mulher, com dinheiros públicos, por um emprego que ela não desempenhava no Parlamento. O inquérito já foi alargado aos empregos dos seus filhos. Numa anterior conferência de imprensa, o candidato às presidenciais já tinha negado que tenha agido de forma ilegal, ainda que reconheça ter empregado a sua mulher enquanto assistente parlamentar. São factos “reais”, mas “legais e transparentes”, sublinhou.

Já esta quarta-feira, em declarações ao país, Fillon classifica as acusações que lhe são feitas de “assassinato político” e garante que não vai retirar-se. Até porque, assegura, o procedimento legal “não foi cumprido” pelas autoridades francesas. Isto porque o processo foi transferido dos procuradores para os juízes de instrução na sexta-feira, um timing que, segundo Fillon, foi “inteiramente calculado” para impedi-lo de “ser candidato e para impedir a ala centro-direita de ter um candidato”.

O candidato decide, por isso, manter-se na corrida, apesar de as autoridades francesas terem avançado com acusações e de Fillon ficar agora sob investigação formal. Ainda assim, afirma que “só o sufrágio universal vai decidir”.

François Fillon vai ser ouvido pelos juízes de instrução a 15 de março.

Notícia atualizada às 12h00 com mais informação.

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