Carlos César critica Banco de Portugal por não ter agido “atempadamente”

  • Lusa
  • 4 Março 2017

O presidente do PS considera que o Banco de Portugal não agiu "atempadamente" nem foi "suficientemente atento" ao sistema financeiro.

O presidente do PS considerou hoje que o Banco de Portugal não agiu “atempadamente” nem foi “suficientemente atento” ao sistema financeiro e afirmou que é necessário manter o “impulso” do Governo na reestruturação do sistema financeiro.

“O Banco de Portugal não agiu bem, atempadamente e de forma suficientemente atenta e proficiente nos casos que ocorreram e que tiveram tristes consequências no setor financeiro, quer para os contribuintes em geral, quer para aqueles que tinham relações diretas com essas instituições bancárias”, declarou Carlos César, à margem da reunião da Comissão Nacional do Partido Socialista (PS), que está a decorrer esta tarde na cidade do Porto.

"O Banco de Portugal não agiu bem, atempadamente e de forma suficientemente atenta e proficiente nos casos que ocorreram e que tiveram tristes consequências no setor financeiro, quer para os contribuintes em geral, quer para aqueles que tinham relações diretas com essas instituições bancárias”

Carlos César

Presidente do Partido Socialista

Questionado sobre a manutenção do governador do Banco de Portugal no cargo, Carlos César afirmou que o “importante” para o PS era que se continuasse com o “impulso do Governo na reestruturação” do setor financeiro.

“O nosso desejo é que as nossas instituições bancárias possam rapidamente recuperar dos prejuízos que tiveram, da desorganização que ponderou em todo o setor, nas questões do crédito malparado, que a seu tempo também terão uma análise europeia – aliás, o próximo Ecofin será justamente sobre essa matéria – e que também que recuperem os seus rácios que são necessários para que a banca esteja numa situação mais solidificada”, argumentou.

Carlos César afirmou que a situação da banca atualmente em Portugal é “bem melhor” do que a que encontraram quando o PS entrou para o governo.

“Estimamos que dentro de um ano, possamos repetir isso de novo em relação à situação em que hoje nos encontramos”, concluiu.

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