Novo decreto anti-imigração de Trump mais limitado

A nova investida anti-imigração de Trump é mais limitada: o Iraque sai da lista, a aplicação será mais faseada e quem tiver residência permanente não será afetado. O decreto foi assinado hoje.

Depois de perder a disputa judicial que suscitou com a introdução de um decreto anti-imigração que bania a entrada de cidadão de sete países muçulmanos, Trump volta à carga esta segunda-feira. O presidente dos Estados Unidos assinou um decreto semelhante mas mais limitado, para tentar contornar as decisões dos tribunais norte-americanos, avança o The New York Times. Da lista de sete países sai o Iraque, mantendo-se a Síria, Irão, Líbia, Somália, Sudão e Iémen.

Existe uma nova diretiva para impedir a entrada de cidadãos destes seis países onde a maioria da população é muçulmana. O primeiro decreto assinado a 27 de janeiro incluía o Iraque, país que agora foi retirado da lista. Segundo o NYT, o anúncio da nova medida de Donald Trump surge um mês depois da decisão judicial pela necessidade de coordenar políticas com as agências federais, além de querer maximizar o impacto mediático. A administração Trump tinha até recorrido da decisão dos tribunais, mas depois decidiu abandonar esse processo e concentrar-se num novo decreto, que agora apresenta.

Segundo a Reuters, que cita uma fonte da Casa Branca, a retirada do Iraque da lista deve-se à adoção de vários procedimentos de segurança que apertaram recentemente a concessão de vistos por parte do Governo iraquiano. Além disso, a agência de notícias avança que este decreto será aplicado de forma mais faseada para não levar a cabo o impedimento imediato que aconteceu em janeiro e entupiu os aeroportos. Acresce que quem for residente permanente nos Estado Unidos não será afetado.

O The New York Times escreve que o timing escolhido revela que os republicanos querem regressar ao cumprimento do seu programa eleitoral, depois do inquilino da Casa Branca ter feito um discurso surpreendentemente bem recebido pela crítica no Congresso. A agenda mediática foi ainda dominada pelo escândalo de ligação à Rússia do Procurador-Geral norte-americano, Jeff Sessions. Além disso, este sábado o presidente dos EUA acusou Barack Obama de ter colocado escutas na Trump Tower.

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