Caixa apresenta prejuízos recorde esta sexta-feira

  • Margarida Peixoto
  • 9 Março 2017

A Caixa Geral de Depósitos vai apresentar resultados esta sexta-feira, esperando-se um recorde de prejuízos. O banco público vai também aproveitar para fazer um ponto de situação da recapitalização.

Os prejuízos da Caixa Geral de Depósitos vão ser revelados esta sexta-feira. O banco público convocou uma conferência de imprensa para as 17h30, em Lisboa, onde deverá fazer também um ponto de situação sobre o plano de recapitalização.

Os resultados de 2016 estarão condicionados pelo plano de reestruturação que António Domingues, o ex-presidente da Caixa, apresentou em Bruxelas e que prevê o reconhecimento de um valor recorde de imparidades. Paulo Macedo, o novo presidente da instituição, comprometeu-se a seguir a estratégia que já estava delineada.

A primeira fase do plano de recapitalização da Caixa já foi implementada: foram convertidos em capital 945 milhões de euros que o banco tinha de CoCo’s e foi integrada, na totalidade, a Parcaixa. Esta entidade era detida em 49% pela Parpública e os restantes 51% pela CGD. Agora já está na totalidade sob a alçada da CGD, o que representou um aumento de capital de 499 milhões de euros, em espécie. Contas feitas, o capital foi aumentado em 1.444 milhões de euros nesta fase.

A entrada na segunda fase do plano de recapitalização estava prevista para o primeiro trimestre de 2017. Nesta segunda fase está contemplada a injeção de dinheiro fresco por parte do Estado (que pode ir até 2,7 mil milhões de euros, mas que pode ser inferior).

Será também preparada a emissão de instrumentos híbridos em mercado — um tipo de títulos que não são capital, mas que têm um grau muito elevado de subordinação e que, aos olhos da Comissão Europeia, são fundamentais por garantirem a participação de investidores privados na operação. Este tipo de instrumentos conta para rácios de capital e a emissão pode ir até aos mil milhões de euros.

Tudo somado, o plano de recapitalização pode atingir os 5,1 mil milhões de euros.

Os motivos, e as responsabilidades, da necessidade de recapitalização do banco público estão a ser apurados numa comissão parlamentar de inquérito, que ainda está em curso.

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