Marcelo confia no sucesso da recapitalização da Caixa

O Presidente da República está confiante no sucesso de colocação de mil milhões de euros em dívida subordinada da Caixa. Marcelo garante que vai participar em mais iniciativas do género.

O Presidente da República considera que “as perspetivas são boas” para a conclusão com sucesso da operação de recapitalização da Caixa Geral e Depósitos. Em causa está a operação de colocação de dívida internacional, que tem quatro bancos envolvidos, frisou Marcelo Rebelo de Sousa.

“Não acho que vá falhar nada”, acrescentou o Chefe de Estado à margem de um encontro no Porto, onde se apresentaram os detalhes da operação de colocação de dívida do banco público, o segundo passo na operação de capitalização da CGD, uma operação que Marcelo fez questão de sublinhar que “é diferente da reestruturação” do banco, uma tarefa que cabe à administração do banco.

No encontro entre o Presidente da República e os bancos colocadores da operação, à margem da iniciativa comercial da CGD junto de clientes empresariais, o Chefe de Estado elogiou a estabilidade em Portugal e garantiu que estão reunidas as condições para o processo chegar a bom porto seja em termos de equipa, pela sensibilidade dos clientes e compreensão das outras instituições financeiras, além da estabilidade politica.

Marcelo recusou atribuir importância ao ruído político que está a ser gerado em torno da questão, preferindo antes sublinhar “a forma meticulosa como está a ser conduzida a operação e a adesão dos empresários à mesma”.

No discurso que efetuou perante uma plateia de empresários como António Mota, da Mota-Engil, António Rios Amorim, da Corticeira Amorim, Fortunato Frederico do grupo Kyaia, ou João Miranda, da Frulact, o Presidente elogiou a resiliência dos empresários e frisou que o “Estado está totalmente empenhado no sucesso da CGD”. E para que não restem dúvidas frisou: “É o Estado não é o partido A, B ou C”.

Marcelo esclareceu que a iniciativa de estar presente neste primeiro encontro do banco público partiu dele tendo mesmo adiantado que irá estar presente em outras iniciativas. “Nunca tive dúvidas no papel da CGD no sistema financeiro”, diz Marcelo, reiterando que é necessário separar as questões estruturais da espuma dos dias. Marcelo lembrou Portugal está em ano eleitoral e, como tal, é natural que haja combate político, sobretudo porque o país vive em democracia.

Prioridade é recapitalizar a Caixa

O presidente do Conselho de Administração da CGD defendeu que o “compromisso” da atual gestão do banco público é “concluir o processo de recapitalização” e “retomar plenamente” o seu “lugar de instituição de referência” no sistema financeiro português.

Na sessão de abertura do I Encontro Fora da Caixa, naquele que foi “o primeiro ato público” da nova administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD) desde que assumiu funções, há cerca de um mês, Emílio Rui Vilar assumiu o “firme compromisso de levar a bom termo as tarefas prioritárias” colocadas à atual gestão.

“Tarefas prioritárias” que disse serem a conclusão do processo de recapitalização do banco, a reestruturação e redimensionamento do grupo CGD e a retribuição ao acionista Estado, “com resultados sustentáveis”, do “esforço financeiro realizado”.

Paralelamente, Rui Vilar assumiu como prioridade “retomar plenamente o lugar de instituição de referência no sistema financeiro português” e “cumprir com a razão de existir” do banco, “que é servir a economia e a sociedade portuguesas, defendendo a poupança das famílias e apoiando o desenvolvimento das empresas”.

A este propósito, assegurou que “as empresas podem contar com a CGD nos seus esforços de ganhar competitividade nos mercados, em especial nos mercados externos”.

Na sua intervenção, o presidente do Conselho de Administração da CGD referiu ainda o “significado simbólico” de o primeiro ato público da nova gestão acontecer “no Norte e na cidade do Porto”, que descreveu como “sede do ânimo empreendedor, do respeito pelo valor do trabalho, da capacidade de criar, de inovar, da ousadia de criar riscos e da tenacidade em vencer obstáculos”.

“O compromisso que há pouco referi já está a traduzir-se em atos e este encontro significa, desde logo, uma atitude consequente de abertura e interação, conhecendo melhor e mais proximamente a realidade, analisando mais aprofundadamente o contexto em que operamos e procurando pôr em perspetiva as decisões cujos efeitos se prolongam no tempo, com uma renovada confiança no futuro”, concluiu Rui Vilar.

Após ter entrado em 2016 para a CGD como vice-presidente não executivo na administração liderada por António Domingues – cujo mandato deveria ter vigorado até 2019, mas que se demitiu em novembro passado na sequência da polémica em torno da entrega das declarações de rendimentos e de património junto do Tribunal Constitucional – Rui Vilar acabou por renunciar ao cargo em dezembro para, em 2017, iniciar um novo mandato no banco público, mas já integrado na equipa de Paulo Macedo.

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