Mota-Engil acelera, mas a bolsa derrapa

  • ECO
  • 13 Março 2017

A praça lisboeta fechou o primeiro dia da semana no vermelho, invertendo a tendência da abertura. A Mota-Engil destacou-se pela positiva, mas as outras empresas não conseguiram acompanhar.

A Mota-Engil foi a grande estrela da sessão de abertura desta semana. A construtora conseguiu um acordo para a construção de uma linha de caminhos-de-ferro em Moçambique, que está orçada em 2,3 mil milhões de euros. A vitória agradou aos investidores, e a empresa chegou ao final desta segunda-feira a valorizar 4,65% para 1,80 euros.

Também a EDP fechou o dia de hoje de forma positiva, a valorizar 0,07% para os 2,83 euros, e a EDP Renováveis a valorizar 0,07% para os 6,10 euros. O anúncio da venda da Portgas, a empresa de produção e distribuição de gás, que deverá acontecer até ao final do próximo mês, agradou aos investidores, bem como a previsão da entrada de mais 500 milhões de euros para a EDP.

Destaque ainda para a Galp Energia que subiu 0,44% para os 13,71 euros, já na banca, o BCP subiu 0,25% para os 0,16 euros. E até os CTT recuperaram dos mínimos históricos registados no final da semana passada. E a bolsa subiu? Não. O PSI-20 chegou ao fim desta segunda-feira a descer 0,15% para os 4619,16 pontos, contrariando a tendência das praças europeias — o Stoxx 600 somou 0,4%.

A pressionar o índice esteve, essencialmente, a Jerónimo Martins. A retalhista, que tem um elevado peso no índice de referência da bolsa nacional, terminou a sessão com uma queda de 1,08% para os 15,55 euros, impedindo um desempenho do PSI-20 em linha com o dos congéneres europeus.

Além da empresa liderada por Pedro Soares dos Santos também a Nos recuou. A operadora desvalorizou 1,25% para os 5,07 euros, isto no dia em que a Pharol cedeu 2,05%.

Nota ainda para a queda de mais de 3% das unidades de participação do Montepio. O banco cedeu em bolsa após uma avaliação do Banco de Portugal onde é assinalado o perfil de “risco elevado” do banco. O presidente do banco esclarece que a carta citada pelo Expresso é “uma versão preliminar de decisão final” e sublinha que o banco já respondeu à carta, esclarecendo “situações ultrapassadas ao longo de 2016”.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Mota-Engil acelera, mas a bolsa derrapa

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião