Produção automóvel encolhe em fevereiro

  • Lusa
  • 13 Março 2017

A produção automóvel tinha crescido no arranque do ano, mas voltou a encolher em fevereiro. Recuou mais de 20%, mantendo o saldo no ano em terreno negativo.

A produção automóvel em Portugal atingiu 11.401 unidades em fevereiro, caindo 21,7% face a igual mês de 2016 e depois de ter subido em janeiro em termos homólogos, revelou hoje a associação do setor.

De acordo com os dados da Associação Automóvel de Portugal (ACAP), “após uma ligeira subida em janeiro, os números da produção automóvel voltaram [em fevereiro] a sofrer um recuo”.

Segundo a ACAP, em fevereiro verificou-se uma queda de 27,4% na produção de ligeiros de passageiros face ao mês homólogo, para 7.695 unidades.

Já no segmento de ligeiros de mercadorias foram produzidas 3.191 novas viaturas, representando uma quebra de 12,7% face ao período homólogo, ao passo que nas viaturas pesadas houve um aumento de 59,9%, com 515 novas unidades produzidas.

Em relação aos valores acumulados, nos dois primeiros meses deste ano, “os números são menos negativos”, já que foram produzidos em Portugal 24.008 veículos automóveis, isto é, mais 4,9% do que no período homólogo do ano anterior.

Assim, nos dois primeiros meses deste ano foram produzidos 15.826 automóveis ligeiros de passageiros (mais 10,3% do que em igual período do ano anterior), 7.097 ligeiros de mercadorias (menos 10,3%) e 1.085 veículos pesados (mais 72,8%).

Segundo a ACAP, os números de fevereiro mostram, uma vez mais, o peso que as exportações representam para o setor automóvel, já que 96,9% dos veículos fabricados em Portugal têm como destino a exportação, o que contribui de “forma significativa” para a economia portuguesa.

A Europa continua a ser o principal mercado para as exportações dos veículos fabricados em Portugal – totalizando 78% –, com a Alemanha, Espanha, França e o Reino Unido no topo da lista.

Em termos geográficos, o mercado asiático, encabeçado pela China (12,4%), mantém o segundo lugar nas exportações de automóveis “made in Portugal”.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Produção automóvel encolhe em fevereiro

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião