Discovery: É 4X4? Sim, mas… Até custa sujar a jante

Para os puristas, não é um carro para ir para os montes. Para os restantes... Dá. Mas acaba por ser demasiado elegante para correr o risco, apesar de o Land Rover ter tudo a postos.

O Discovery mudou muito desde a primeira geração. De um “bruta montes”, capaz de devorar tanto lama como asfalto, passou para um todo o terreno civilizado, já com algum requinte. E com a nova geração, o 4X4 conheceu o luxo da restante gama. Tem todas as capacidades dos demais, mas com elegância (e um preço) que fará com que dificilmente veja este Land Rover num qualquer trilho do país.

A marca começou por lançar o Discovery numa versão 4X2, mas não podia ter um Discovery sem lhe conferir todos os atributos que fazem parte do ADN deste modelo. Daí que tenha incluído o 4X4 para quem gosta, de quando em quando, de aventurar-se um pouco mais. No ensaio que o ECO fez, deu para experimentar um pouco das capacidades deste jipe, bem como do motor 2.0 TD4 de 180 cv, com caixa automática.

Primeiro uns estradões de terra batida, com muito buraco à mistura suavizado pela fantástica suspensão, depois mais devagar por trilhos apertados com silvas por todos os lados. E, claro, pelo meio do mato, com sobe e desce constantes, tanto em seco como em lama. Abana? Abana. Escorrega na lama? Claro. Mas sempre com uma leveza que faz de uma breve incursão fora de estrada um passeio alegre, sem grandes sustos para os ocupantes. À falta de melhor imagem, é como andar de botas de montanha com um copo de champanhe na mão.

Depois de uma saída de estrada, ninguém vai resistir a fazer uma inspeção aos “estragos”. O ECO também na resistiu. É que estamos a falar de um automóvel que não é barato — se o 4X2 custa a partir de 43 mil euros, o 4X4 começa nos 53 mil. E na versão ensaiada, a HSE Luxury, o cheque sobe para mais de 70 mil euros. Inspeção feita e… umas jantes bem sujinhas. Nada de mais. E se o Discovery já vira cabeças no seu estado normal, com uns restos de lama, vira muitas mais. “Aquele tipo é maluco”, devem pensar.

Se do lado de fora as linhas dos Land Rover continuam a merecer muitos elogios, uma vez sentado no interior não se fica dececionado. É luxuoso por fora e por dentro. Os bancos em pele, com todos os ajustes elétricos envolvem os ocupantes dos lugares dianteiros. Nos três traseiros viaja-se confortavelmente, com bastante espaço para as pernas, mas depois há ainda mais dois lugares no chão da bagageira (também estes em pele). E das três filas pode ver-se o céu graças ao teto panorâmico.

Quem vai à frente, seja no lugar do condutor seja no do pendura, a posição elevada é fantástica. Dá uma sensação de domínio sobre a estrada. E a reforçar essa sensação está algo tão simples como os controlos dos vidros. Onde estão? Na soleira da porta. Primeiro anda-se à procura dos botões, mas depois percebe-se a lógica. O volante grande, bem como todas as manetes, continuam a dizer aos ocupantes de que estamos num automóvel de grandes dimensões. E por falar em grandes dimensões, há ainda o sistema multimédia com um ecrã de 10,2 polegadas. Tem o rádio (o som é de alta qualidade), a navegação, mas também TV. E dá para navegar na Internet, tal e qual num tablet.

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