Obrigações para o retalho esgotaram no primeiro dia

Mal arrancou, acabou... as Obrigações do Tesouro de Rendimento Variável (OTRV) esgotaram no primeiro dia de subscrição, tal como aconteceu nas anteriores emissões. O Governo pode aumentar a oferta.

As Obrigações do Tesouro de Rendimento Variável (OTRV) já esgotaram. Logo no primeiro dia de subscrição desta nova emissão de obrigações destinadas a investidores de retalho, as ofertas colocadas pelos pequenos aforradores superaram o montante total definido para esta operação. O valor a obter pelo Estado pode, no entanto, ainda ser revisto em alta.

A emissão foi lançada com um valor inicial de 500 milhões de euros. O período de subscrição arrancou a 27 de março, dia em que foram registadas intenções de compra de um valor que ficou acima da oferta. De acordo com fontes contactadas pelo ECO, que preferiram não ser identificadas, os investidores colocaram ordens para um montante em torno dos 600 milhões de euros.

Cumpre-se, assim, a “tradição” nestas emissões de OTRV, embora com menos fulgor. Na última operação, realizada em novembro, aos 500 milhões pretendidos os investidores responderam com ordens de 1.085 milhões logo no primeiro dia da operação. Em agosto as ordens ascenderam a 981 milhões, acima dos 500 milhões pedidos. E na primeira, em maio, as ordens na estreia foram de 455 milhões, acima dos 350 milhões da emissão.

A forte procura tem sido uma constante nestas obrigações destinadas ao retalho. O contexto de juros muito baixos nos produtos tradicionais, nomeadamente os depósitos comercializados pela banca, tem levado muitos aforradores a investirem neste novo produto de poupança que tem pago taxas em torno de 2%. Nesta emissão, o juro apresentado é de 1,9%.

Valor da emissão pode subir

Esta nova emissão de OTRV mantém as características principais das três operações anteriores. Está disponível para montantes de investimento a partir de mil euros que podem ir até um máximo de um milhão de euros, sendo a subscrição realizada por múltiplos de mil euros. O Estado pretende financiar-se em 500 milhões de euros, mas à luz da forte procura deverá emitir mais.

A operação tem um “valor nominal global inicial de até 500 milhões de euros, o qual poderá ser aumentado, por opção do emitente, até ao dia 31 de março de 2017, inclusive, sendo que em caso de exercício desta opção será divulgada uma comunicação para o efeito até à referida data, inclusive”, refere.

Nas três emissões realizadas no ano passado, o Estado acabou por rever sempre em alta o montante a emitir. Na primeira elevou-a de 350 para 750, na segunda passou de 500 para 1.200 e na terceira passou para 1.500 milhões de euros (contra os 500 milhões iniciais). No total, só com OTRV o Estado financiou-se em 3.450 milhões.

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