Isabel dos Santos: “Continua a excluir-se África do sistema financeiro mundial”

A empresária angolana afirmou, em Londres, que o forte crescimento do setor bancário em África não impede que o continente continue a ser excluído do sistema financeiro mundial e do acesso ao capital.

Isabel dos Santos considera que o crescimento do setor financeiro em África não está a ser suficiente para abrir portas no sistema financeiro mundial e no acesso ao capital por parte do continente. O lamento da empresária angolana foi feito durante a cimeira anual sobre a importância de África no Mundo organizada pela London School of Economics (LSE) — LSE Africa Summit — que decorreu na semana passada, onde participou como oradora e deixou alguns alertas sobre os principais desafios que o continente enfrenta.

“Apesar do forte crescimento do setor bancário em África, e de hoje haver milhões de africanos com contas bancárias e serviços financeiros modernos, continua-se a excluir África do sistema financeiro mundial e do acesso ao capital”, queixou-se Isabel dos Santos.

Durante a sua intervenção, a empresária mostrou alguns exemplos que, na sua opinião, demonstram desafios semelhantes partilhados pelos diversos países africanos. Nomeadamente a questão do desenvolvimento urbano das grandes cidades em África, dando como exemplo o Plano Metropolitano de Luanda, que procura responder a desafios como o aumento da população e mobilidade. As estimativas apontam para que o número de habitantes da capital angolana passe de 6,5 milhões em 2017 para 13 milhões em 2030. Ou seja, o dobro. Isabel dos Santos sublinhou ainda que o futuro passa claramente por África e que as grandes áreas de desenvolvimento são a Energia e a Agricultura.

A empresária africana aproveitou a ocasião para deixar ainda alguns conselhos aos estudante sobre temáticas relacionadas com África e no âmbito da discriminação. “Têm de acreditar em vocês para conseguirem lutar contra todos os tipos de discriminação que vão encontrar a partir de agora nas vossas vidas profissionais”, disse Isabel dos Santos, acrescentando que “infelizmente, o mundo ainda está cheio de preconceitos, ou se é africano, ou se é demasiado jovem para fazer alguma coisa, ou se é demasiado inteligente, ou se é demasiado privilegiado, ou se é mulher e, portanto, do sexo errado”.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Isabel dos Santos: “Continua a excluir-se África do sistema financeiro mundial”

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião