Tensões geopolíticas põem Wall Street a jogar pelo seguro

  • ECO
  • 11 Abril 2017

Trump acrescenta motivos de tensão com a Síria e Coreia do Norte. Os investidores estão mais cautelosos, com Wall Street a abrir a vermelho.

A revelação de Trump da possibilidade de novos ataques à Síria e o alerta lançado à Coreia do Norte está a provocar receios nos mercados. As suspeitas em relação ao crescimento da economia e a sombra do protecionismo nas eleições francesas também refreiam a bolsa norte-americana. Os investidores apostam no ouro, nas obrigações americanas e no iene, numa tentativa de reduzir o risco dos seus investimentos.

O industrial Dow Jones abre a cair 0,1% para os 20643,03 pontos, assim como o tecnológico Nasdaq, com uma queda de 0,13 para os 5874,48 pontos. O S&P500 confirma a tendência e abre nos 2352,43 pontos, uma descida de 0,2% relativamente ao primeiro dia da semana.

O Presidente norte-americano revelou as intenções de voltar a atacar a Síria no caso de existirem suspeitas do uso de armas químicas. Entretanto o ministro da Saúde turco já confirmou que foi usado gás sarin no ataque à Síria. A presença da marinha americana no pacífico ocidental alarmou a Coreia do Norte, que respondeu com a ameaça de um ataque nuclear aos EUA. Tensões ao rubro, mercados nervosos e mais comedidos.

Na sequência das preocupações dos investidores, o índice do dólar (DLX) registou a maior queda das últimas duas semanas. Os investimentos beneficiaram o iene, as obrigações norte-americanas e o ouro. O metal precioso contrariou a tendência do dólar registando máximos de mais de uma semana. A reação dos mercados é classificada como “modesta” por Ned Rumpeltin, o chefe europeu de estratégia monetária da TD Securities mas bem fundamentada tendo em conta que “há bastante risco geopolítico”.

A eminência das eleições francesas, com ambos os eurocéticos Marine Le Pen e Mélenchon agora como protagonistas, assim como os números da empregabilidade americana que ficaram aquém das expectativas, continuam a pesar na moderação dos mercados.

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