Mexia: Renováveis são principal foco de crescimento da EDP

  • Lusa
  • 19 Abril 2017

O presidente executivo da EDP diz que a OPA recentemente lançada sobre a EDP Renováveis reforça a aposta no segmento das energias renováveis.

O presidente executivo da EDP, António Mexia, diz que as energias renováveis são o principal motor de crescimento da empresa e que a OPA recentemente lançada sobre a EDP Renováveis reforça a aposta nesse segmento.

“Essa operação vai acentuar o principal foco de crescimento da companhia”, afirmou aos jornalistas António Mexia, no final da assembleia geral anual de acionistas da EDP, na qual foram aprovados todos os pontos que constavam na ordem de trabalhos, entre os quais as contas de 2016, com mais de 99% dos votos do capital representado.

Mexia salientou por diversas vezes que, uma vez que está em curso a Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre a EDP Renováveis, não pode fazer comentários sobre a operação além dos que já foram apresentados ao mercado.

“É uma fase de silêncio”, afirmou o gestor, depois de ter dito que neste momento a EDP aguarda a aprovação da operação por parte da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Questionado sobre se a OPA foi um tema discutido na reunião magna, Mexia revelou que o negócio foi abordado e que foram apresentadas “as condições que são conhecidas do mercado”.

Segundo o responsável, a EDP “entrou no momento certo” no negócio das renováveis, há cerca de uma década, e a intenção de passar a controlar a totalidade do capital da EDP Renováveis “mantém o perfil” da EDP.

Quanto às vendas anunciadas recentemente pela EDP no segmento do gás (Portgas e Naturgas, em Espanha), Mexia sublinhou que “o ‘timing’ faz todo o sentido”, explicando que são ativos que não eram considerados estratégicos para a atividade da EDP.

“Há escolhas a fazer. A reação do mercado mostra a qualidade destes movimentos e das operações. Podendo falar só da venda, os comparáveis dão mérito a estas operações”, assinalou.

Já Eduardo Catroga, chairman da EDP, destacou que o que está em causa é a venda de “ativos infraestruturais” e que “não há venda do negócio” do gás da companhia, que vai continuar com uma oferta ‘dual’ [no gás e na eletricidade] em Portugal e Espanha.

Catroga aproveitou para destacar a aprovação na reunião magna de todas as propostas por mais de 99% dos votos presentes (o quórum foi de 70%), considerando que tal indica “satisfação dos acionistas com os resultados da empresa”.

E salientou: “Há uma grande estabilidade relativamente aos grandes investidores. Temos 300 mil acionistas, mas temos também um núcleo duro que dá estabilidade acionista, dá estabilidade à gestão e dá estabilidade à estratégia da empresa”.

De acordo com Catroga, “há uma sintonia [entre os acionistas e a equipa de gestão] que é um ponto forte para a EDP”.

Sobre a continuidade dos atuais membros dos órgãos sociais da EDP, quer Mexia, quer Catroga, consideraram que é uma matéria da competência dos acionistas e que ainda é cedo para falar sobre a mesma.

“É uma questão prematura. Estamos focados em alcançar os objetivos estratégicos que constam do plano 2016-2020”, vincou Catroga.

“A minha tarefa é diária. Se os acionistas quiserem [que Mexia continue a liderar a empresa], querem. Se não quiserem, não querem”, lançou Mexia, depois de já ter admitido vontade de continuar no setor energético e na EDP.

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