Auditoria da McKinsey à Caixa custou 900 mil ou cinco milhões?

Os números apresentados por António Domingues e os que constam da documentação enviada à comissão parlamentar de inquérito não coincidem.

Os advogados que negociaram com o Governo a alteração do Estatuto do Gestor Público, que permitiu que a administração de António Domingues ficasse isenta de apresentar as declarações de rendimentos, e os serviços prestados pela McKinsey na elaboração do plano recapitalização da Caixa Geral de Depósitos (CGD) custaram ao banco público mais de 1,2 milhões de euros.

Estes são os números avançados, esta sexta-feira, por António Domingues, que está a responder a uma comissão parlamentar de inquérito. Mas os números que constam da documentação que foi enviada a esta comissão são bem diferentes, segundo a versão do social-democrata Luís Marques Guedes.

Em resposta ao grupo parlamentar do PSD, António Domingues, antigo presidente da Caixa, refere que a conta com a sociedade de advogados Campos Ferreira, Sá Carneiro & Associados ascendeu a “300 e qualquer coisa mil euros”. Já os serviços prestados pela consultora McKinsey custou ao banco “900 e tal mil euros”.

Luís Marques Guedes, o coordenador do grupo parlamentar do PSD nesta comissão de inquérito, respondeu a Domingues com valores bem mais elevados. O social-democrata refere que a documentação que chegou aos deputados mostra que a conta com a sociedade de advogados foi de 800 mil euros, enquanto a fatura com a McKinsey foi de cinco milhões de euros.

Domingues garante que os seus números “são absolutamente rigorosos” e esclarece que se referia ao “trabalho que foi feito entre meados de abril e final de setembro”.

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