Direto Costa aceitou ponderar tudo, menos as 20 estações de metro sugeridas por Cristas

  • Margarida Peixoto
  • 10 Maio 2017

O Governo regressou esta quarta-feira à Assembleia da República para mais um debate quinzenal. O primeiro-ministro escolheu falar sobre políticas de emprego, mas houve outros temas quentes.

O primeiro-ministro esteve esta quarta-feira na Assembleia da República para mais um debate quinzenal. António Costa quis falar de políticas de emprego — o tema já estava na ordem do dia, depois de o Instituto Nacional de Estatística (INE) ter revelado que a taxa de desemprego caiu para 10,1% no primeiro trimestre de 2017.

Contudo, houve outros temas quentes na agenda, com propostas concretas, por exemplo, por parte do PCP — aumentar a derrama estadual para empresas com lucros acima de 35 milhões de euros — e do PAN — aumentar o número de psicólogos no Serviço Nacional de Saúde. Costa foi-se mostrando disponível para considerar as várias sugestões e convocou até o PSD para pensar sobre fontes alternativas de financiamento da Segurança Social.

Só não se mostrou disponível para aumentar o alargamento das linhas do Metro de Lisboa para além do que já foi anunciado, antes de ter financiamento assegurado. Mesmo que Assunção Cristas tenha defendido que é preciso “ambição” e que quer “20 novas estações de Metro”.

O PSD, pela voz de Luís Montenegro, criticou o Executivo pelo tipo de empregos que estão a ser criados, notando que o número de trabalhadores a receber o salário mínimo tem vindo a aumentar, sendo já superior a um milhão. Costa argumentou que este aumento se deveu sobretudo à subida do salário mínimo, e não à redução dos rendimentos dos trabalhadores. Aliás, o primeiro-ministro garantiu que o rendimento do trabalho aumentou 2%.

O ECO já fez a prova dos 9 à questão do aumento do número de trabalhadores a receber salário mínimo. Pode revê-la aqui.

Sobre o tema da dívida pública, Luís Montenegro acusou o Governo de querer “deitar a mão” às reservas do Banco de Portugal. Mas o primeiro-ministro defendeu que o líder da bancada dos social-democratas confundiu reservas com provisões. Quem aproveitou a deixa foi Catarina Martins, coordenadora do Bloco de Esquerda, que fez questão de distinguir que as provisões resultam dos proveitos, “dos lucros” que o Banco de Portugal “faz com a dívida pública”.

Tanto o BE como o PCP frisaram que o Governo precisa de ir mais longe na defesa dos trabalhadores precários e na defesa do Estado Social. E quando Costa notou que o mais importante era encontrar as condições para que a direita não recuperasse o poder de reverter as medidas que estão a ser tomadas, Catarina Martins deixou um aviso: “Não há uma alteração significativa na resposta do Estado social.”

O plano de encerramento de balcões da CGD também esteve presente no debate, pela mão do PCP, mas Costa recusou interferir na gestão direta da administração do banco público. Em causa está o fecho da agência de Almeida, mas não só, diz a esquerda.

O ECO acompanhou o debate em direto. Veja o essencial em baixo.

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