CGD: BdP está a acelerar aprovação do serviço móvel de balcões

  • Rita Atalaia e Lusa
  • 9 Maio 2017

O gestor mantém a posição de que o banco público vai continuar a servir as populações de todos os concelhos do país, mas não necessariamente através de presença nas suas sedes.

O presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Paulo Macedo, revelou que o Banco de Portugal (BdP) lhe comunicou na segunda-feira que está a acelerar a aprovação do serviço móvel de balcões, feito com carrinhas, desenhado pelo banco. O gestor sublinha ainda que os bancos estão agora mais disponíveis para dar crédito às empresas.

“Ontem [segunda-feira], o Banco de Portugal transmitiu-nos que está a acelerar o serviço móvel de balcões“, avançou Paulo Macedo, num ‘jantar debate’ sobre a banca promovido pela associação de antigos alunos do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), em Lisboa.

O gestor mantém a posição de que o banco público vai continuar a servir as populações de todos os concelhos do país, mas não necessariamente através de presença nas suas sedes.

O fecho da agência de Almeida tem estado em foco nos últimos dias, fazendo parte do plano da CGD para encerrar 61 agências por todo o país e constando da reestruturação do banco público acordada com a Comissão Europeia, na sequência da recapitalização de cerca de 5.000 milhões de euros.

Com o fecho do balcão de Almeida, já efetuado, os habitantes têm de se deslocar a Vilar Formoso, a 15 quilómetros da sede de concelho, o que tem motivado protestos.

De resto, Paulo Macedo fez uma espécie de balanço sobre os primeiros 100 dias da sua gestão à frente do banco estatal, realçando o trabalho efetuado ao nível da reestruturação e da recapitalização da CGD.

Todos os bancos querem dar crédito

Paulo Macedo sublinhou ainda que os bancos passaram por uma fase em que a palavra de ordem era “desalavancagem”. Agora o cenário mudou. “Todos os bancos querem dar crédito”, afirma o presidente da CGD.

“Os bancos apresentam agora rácios de transformação abaixo dos 100%. Por isso, querem dar crédito“, explica Paulo Macedo. É preciso rentabilizar os ativos, diz, todos os bancos têm muita liquidez. Há, por isso, uma “clara aposta da CGD ao financiamento das empresas”, acrescenta.

 

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

CGD: BdP está a acelerar aprovação do serviço móvel de balcões

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião