OPEP deve anunciar prolongamento do corte no dia 25. Petróleo dispara

Os analistas apontam para que o cartel mantenha o corte de produção, pelo menos, até ao final deste ano. O petróleo negociado em Londres regista o maior ganho semanal desde dezembro.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) deverá prolongar o corte de produção que iniciou em dezembro do ano passado, numa tentativa de fazer subir os preços da matéria-prima, até ao final deste ano. É essa a expectativa dos investidores e está a ser suficiente para levar o petróleo a negociar acima dos 50 dólares por barril em Nova Iorque, pela primeira vez em três semanas.

Os membros do cartel reúnem-se no dia 25 de maio, em Viena, para decidir se prolongam o corte de produção para lá de junho, o prazo inicial. Os analistas apontam para que este corte seja prolongado, pelo menos, até ao final deste ano, até porque países como a Arábia Saudita e a Rússia já admitiram que os inventários da matéria-prima ainda não caíram para os níveis desejados.

É neste cenário que o West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, regista o maior ganho semanal desde março, ao subir 1,66%, para os 50,17 dólares por barril.

WTI acima dos 50 dólares pela primeira vez em três semanas

Também o Brent, negociado em Londres, segue em alta, a valorizar 1,71%, para os 53,42 dólares por barril. No conjunto da semana, o Brent já acumula um ganho superior a 5%, o maior ganho semanal desde que foi fechado o acordo de corte de produção, em dezembro do ano passado.

E os analistas apontam para que, nos próximos meses, o barril chegue aos 60 dólares. “Os ministros da OPEP deverão insistir nesta discussão e isso significa que haverá maior volatilidade dos preços. Esperamos que os preços cheguem aos 60 dólares nos próximos meses, já que a evolução oferta vai ficar aquém do crescimento da procura”, comenta um analista do UBS, citado pela Bloomberg.

Brent regista maior ganho semanal desde o acordo da OPEP

Apesar destas previsões, o impacto do corte de produção da OPEP tem ficado aquém do esperado. O último relatório mensal publicado pela organização mostra que a oferta continua a ser superior à oferta e que, portanto, o corte de produção não chegou para reduzir o desequilíbrio do mercado, em parte também graças ao aumento da produção nos Estados Unidos.

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