OPEP pode manter acordo até março de 2018. Petróleo dispara

  • Rita Atalaia
  • 15 Maio 2017

A Arábia Saudita e a Rússia dizem ser a favor de um prolongamento do corte da produção até ao final de março do próximo ano. Uma posição que está a levar os preços do petróleo a subirem quase 3%.

Os preços do petróleo estão a subir quase 3%. Isto depois de a Arábia Saudita e a Rússia terem dito que são a favor de prolongar o corte da produção da matéria-prima até ao final de março do próximo ano. Uma posição que será defendida pelos dois países antes de os produtores da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) se reunirem em Viena, no final deste mês.

“O acordo precisa de ser prolongado, uma vez que não vamos alcançar o nível desejado para as reservas até ao final de junho“, afirma o ministro do Petróleo saudita, Khalid Al-Falih, citado pela Bloomberg, durante um evento com o seu homólogo russo, Alexander Novak. “Desta forma, chegámos à conclusão de que o acordo deverá terminar no final do primeiro trimestre de 2018″, defende.

Os investidores ficaram satisfeitos com estas declarações. Em Londres, o contrato Brent, que serve de referência para as importações nacionais, avança 2,44% para 52,08 dólares, mantendo-se acima da barreira dos 50 dólares por barril. Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI) valoriza 2,49% para 49,03 dólares.

Brent dispara quase 3%

Fonte: Bloomberg

“As consultas preliminares mostram que estão todos comprometidos” com o acordo para cortar a produção e que nenhum país está disposto a desistir, refere Alexander Novak. “Não vejo que haja motivos para desistirem.” Apesar de todos os esforços da OPEP para limitar o excesso de “ouro negro” no mercado, os produtores têm-se debatido com um obstáculo: os EUA. A produção norte-americana subiu para o nível mais elevado desde agosto de 2015.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

OPEP pode manter acordo até março de 2018. Petróleo dispara

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião