Petróleo já está abaixo dos 50 dólares. Próxima reunião da OPEP é em novembro

A reunião da OPEP "correu exatamente como esperado" e o mercado, que queria mais, reagiu mal. A matéria-prima está a afundar mais de 3%.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) correspondeu às expectativas e prolongou o corte de produção por mais nove meses, mas o mercado queria mais. Apesar do prolongamento, o cartel não anunciou um corte mais acentuado da produção, além de não ter conseguido trazer mais países para o acordo. Os mercados internacionais reagem em força e o petróleo negociado em Nova Iorque está já abaixo dos 50 dólares por barril.

Tanto o Brent como o West Texas Intermediate (WTI) chegaram a valorizar mais de 1% esta manhã, apoiados nas expectativas dos investidores em torno do acordo da OPEP. Contudo, após o anúncio do prolongamento do corte, os preços começaram a afundar. O Brent e o WTI estão ambos a cair mais de 3%, para os 52,33 dólares e os 49,71 dólares por barril, respetivamente.

Apesar da reação dos investidores, a OPEP está certa da eficácia do prolongamento. Antes da reunião que decorreu esta quinta-feira em Viena, o ministro do Petróleo da Arábia Saudita, Khalid Al-Falih garante que a medida vai cumprir o seu objetivo, que é fazer subir os preços da matéria-prima.

A reunião desta quinta-feira, apontam os analistas, “correu exatamente como esperado”. Não só não houve medidas adicionais como a Líbia e a Nigéria, que continuam a aumentar a produção, mantêm-se isentas de cortar a produção. A única novidade é insuficiente para produzir um efeito positivo nos mercados: a OPEP vai dar mais poder ao comité de monitorização, para que este possa recomendar “intervenções adicionais”, se considerar que são necessárias.

Entretanto, já há data para a próxima reunião da OPEP. Segundo o ministro angolano do Petróleo, ficou marcada para 30 de novembro.

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